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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Clementina, Cadê Você?



Presenteia a platéia com canções contagiantes, levando-a a interagir, mesmo sem ser convidada

“Clementina, cadê você?”, em homenagem aos 50 anos de Clementina de Jesus da Silva, é concebido com total liberdade poética, em se tratando de um espetáculo – em toda a concepção da palavra - envolvendo o nome de uma celebridade.
Não se trata de uma biografia, não assume qualquer compromisso com a fiel narrativa de uma história contemplando o início, o meio e o fim da vida da artista, mas uma montagem cujo único compromisso é com o entretenimento do espectador, seus admiradores e dos apreciadores do samba.
Ana Carbatti, no papel de Clementina, faz jus à escolha de sua voz e talento para interpretar esse ícone do samba de raiz sua beleza, charme e simpatia são bônus extras, uma vez que a imagem de Clementina junto ao público não tem qualquer relação com a jovialidade da intérprete.
O texto foca três fases da vida de Clementina: o encontro com o grande o grande amor da sua vida - Albino Pé Grande; sua descoberta e transformação em Clementina de Jesus - por Hermínio Bello de Carvalho; por fim, sua viuvez.
A direção é tecnicamente perfeita, retratando um grupo de amigos, ao mesmo tempo e cada um por si, diversos personagens em ritmo randômico, numa atmosfera clean promovida pelo escultórico e engenhoso cenário e pelo figurino adequadamente concebido.

“Clementina, cadê você?” presenteia a platéia com canções contagiantes, levando-a a interagir, mesmo sem ser convidada, mas recebida, de braços abertos, por Clementina, como se na sala de estar de sua casa – uma vida real que se tornou uma fábula.

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Dezo Mota - Acústico


Dezo Mota, surgiu no palco interpretando Lanterna dos Afogados, sob uma iluminação dramática que definiu a atmosfera de quase toda a apresentação

“Dezo Mota – Acústico”, levado ao palco do Solar de Botafogo em 25 de novembro de 2014, é uma declaração de amor aos seus amigos e fãs.
O show foi aberto por Marcio MM Meireles com seu violão, interpretando versões solo de músicas já conhecidas pelo público e sugerindo o que estaria por acontecer no palco durante o espetáculo. Deu seguimento ao show, convidando ao palco seu parceiro, Pitter Rocha, com quem travou um diálogo de cordas e com quem, assim permaneceu no palco, durante todo o espetáculo.
A estrela do show, Dezo Mota, surgiu no palco interpretando Lanterna dos Afogados, sob uma iluminação dramática que definiu a atmosfera de quase toda a apresentação, que permeou os olhares da platéia as expressões de seu rosto, movimentos de braço e parte de seu torso dando seguimento ao seu show acústico apresentando suaves interpretações de sucessos já consagrados de Caetano Veloso, Cazuza, Luis Gonzaga, Raul Seixas e Roberto Carlos, além de músicas inéditas de Zuza Zapata, Marcio MM Meireles e Val Donato.
Em seu acústico, o anfitrião abriu espaço uma palinha de Oscar Fabião – segundo Mota, uma promessa artística que fez parte do elenco do espetáculo “Pop Kamikaze”, dirigido por Marcos Nauer em 2012 – que juntamente com Carlos Leça comandaram a apresentação coletiva de “Pro dia Nascer Feliz”.
Com promessas de participação da atriz Vanessa Gerbelli, o show de Denzo Mota retorna ao Solar de Botafogo para mais uma e única apresentação, em 9 de dezembro de 2014.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Boa Sorte



“Boa Sorte”, cuja moral sugere que a vida só é bela para quem as possuem - e para quem acredita em sorte.

A partir de um roteiro baseado no conto “Frontal com Fanta” de Jorge e Pedro Furtado, o filme “Boa Sorte”, de Carolina Jabor, apresenta um trecho da vida de João e Judite que se conhecem e se apaixonam numa clínica de reabilitação para usuários de drogas.
A história é recheada de clichês ultrapassados, dentre os quais, o principal gira em torno da soropositividade e respectivo desfecho, gerador do título do filme. A história também apresenta linhagens que lançam seus descendentes rumo à dependência pelas drogas e à degradação psicossocial – o que não deve ser tomado como via de regra.
Deborah Secco, como Judite, demonstra, mais uma vez, a sua capacidade de interpretar personagens problemáticos e sem qualquer perspectiva de vida, mesmo que, para isso, tenha que se despir, temporariamente, de sua beleza física. João Pedro Zappa, na pele de João, lida confortavelmente com seu personagem, emprestando-lhe seu carisma através de seu sorriso e olhar de menor abandonado, desempenhando, com muita naturalidade, o papel de menino sem amigos e invisível aos seus pais. Fernanda Montenegro, no papel de Célia – tia de Judite – transforma a película como se numa nova temporada de um seriado, tamanho a força que injeta na personagem.
O aparentemente despretensioso diálogo entre Deborah e Fernanda, durante o qual a veterana expressa, mais uma vez, toda a sua carga de sentimentos através de seu inigualável olhar, transforma-se num verdadeiro espetáculo à parte, como também a arte presente no diário de Judite, através dos textos, desenhos trabalhados manual e digitalmente, atenuando a carga dramática da história e expressando, de forma lúdica e subliminar, o amor entre Judite e João – dois pontos que merecem menção no trabalho da cineasta.
Carolina Jabor, não ousa e nem surpreende, mas dirige, técnica e corretamente “Boa Sorte”, cuja moral sugere que a vida só é bela para quem as possuem - e para quem acredita em sorte.


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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Homens, Mulheres & Filhos


O protagonista de “Homens, Mulheres & Filhos” é a tecnologia. 

Jason Reitman presenteia, mais uma vez, os amantes da sétima arte com a atual e jovial película “Homens, Mulheres & Filhos”, cujo roteiro, de fácil assimilação, não requer subterfúgios ou entrelinhas, mas simplesmente a assimilação, pelos espectadores do que é apresentado – nada mais.
A gama de seus personagens imerso em seus universos de problemas pessoais são travestidos de infomaníacos, induzindo os espectadores a crer que grande parte dos conflitos é decorrente da tecnologia informatizada. Dessa forma, o filme se faz tendencioso, mas não camufla os demais assuntos abordados - solidão em tempo de WhatsApp, matrimônio auxiliado por Ashley Madison, insatisfação supostamente resolvidas pelos grupos das redes sociais, fuga da VR (lê-se Vida Real) no GdtRPG game e o auxílio ao cuidado materno através da tecnologia, beirando a psicopatia. O protagonista de “Homens, Mulheres & Filhos” é a tecnologia, personagem esse ainda não tão explorado nos filmes que são qualificados como drama.

Reitman, consegue imprimir a sua assinatura com frescor juvenil e abre as portas para que muitos outros comecem a invadir essa seara tecnológica que, querendo ou não, faz parte de cada segundo da vida de grande parte dos indivíduos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Pé na Porta



“Pé na Porta” e deixar sair a criança que existe em cada um.

“Pé na Porta - Comedy Show”, sob a direção geral de Fernando Caruso, é composto por esquetes humorísticos desenhados no palco pela veia quase infantil de Bruna Campelo e pelo punho amadurecido de Léo Castro, promovendo uma química equilibrada muito palatável para o público adulto.
Lamentavelmente, alguns esquetes pecam pela sua longa duração e se tornam uma morosa busca pelas pegadas cômicas, mas que não desqualifica os esforços da dupla que consegue a proeza de tirar gargalhadas da platéia a partir dos textos ingênuos e, ao mesmo tempo, criativos, estampados, por exemplo, no modus comunicandi do óbito de um “tio” a um grupo de crianças de um pré-escolar e na evolução de um diretor frente a sua escola de samba na Avenida em precisa sincronia corporal e vocal a junto à sonorização por parte de Castro.
A recompensa se dá ao final do espetáculo - portanto, aqui vai uma dica do Circuito Geral aos espectadores que venham a ler esta resenha antes de assistirem à comédia: não abandonem a platéia antes do término da apresentação, pois é chegada a hora de pôr o “Pé na Porta” e deixar sair a criança que existe em cada um.

Sem dúvida, trata-se de um programa cuja diversão é garantida e privilegia os espectadores pela oportunidade de testemunhar a eclosão de dois carismáticos, talentosos e promissores comediantes que, muito em breve, estarão dentre os mais badalados nas mídias.

Acabou o Pó


“Acabou o Pó” é humano, divertido e promove reflexão 

Nena e Kelly são as protagonistas de “Acabou o Pó” – um brilhante espetáculo sob a impecável direção de Vilma Melo a partir de mais um texto sacado por Daniel Porto, cuja produção é caracterizada pela revelação da comicidade inserida no cotidiano no povo brasileiro, levado à sério pelos personagens delimitados pelos temas abordados.

Em “Acabou o Pó”, Porto não define, com precisão, estratos sociais e localidades, poupando as personagens de qualquer tipo de segregação, dando-lhes total liberdade para que desenhem o encontro cotidiano de duas mulheres amigas, vizinhas, comadres, num total desabafo de suas vidas íntimas familiares, abrangendo temas, tais como: relacionamento, solidão, angústia, bullyng, maternidade e finanças - tratados de forma tão natural que chega aos espectadores como um retrato de pessoas que cuidam de suas casas, de seus filhos, que lhes servem cafezinho, que lhes fazem os pés e as mãos nos salões de beleza e que sobrevivem para não submergirem.

“Acabou o Pó” é humano, divertido e promove uma reflexão paralela sobre os personagens reais que fazem parte das nossas vidas, de uma forma ou de outra. Nena e Kelly são espantosamente reais e talvez, por esse fato, também se preocupem com a vida alheia, afinal, nada como a miséria do próximo para amenizar a sua própria. Ranços de egoísmo à parte, o “bate-mata” entre as duas amigas parece uma partida de ping pong bem disputada, tamanha a sinergia entre as personagens em função da excelente estruturação do texto que define em suas entrelinhas, dentre outros aspectos sociológicos, algo mais do que comédia, mas a caracterização de uma gente que não se importa com os meios para poder sobreviver, na sua visão, com o mínimo de dignidade – detalhe esse denunciado pela participação do marido de Nena, através de sua narrativa.
  
O Circuito Geral não considera a exposição dessas sutilezas como uma quebra de sigilo que desmistifica as surpresas ou encanto dos espetáculos, mas uma forma de aguçar a percepção dos espectadores que, por ventura, tenham acesso às resenhas sob a ótica do espectador, anteriormente à sua presença aos espetáculos, enriquecendo a sua assimilação do que de bom eles têm para lhes oferecer. No caso específico do binômio obra e direção de “Acabou o Pó”, a visão do espectador agradece ao não apelo à caricatura e ao travestismo, em se tratando de homens incorporando almas femininas. “Acabou o Pó” nos apresenta uma história contada por mulheres através de forte veia masculina, impedindo que se perca em meio a floreios e sonhos com finais felizes. Finaliza com a desconstrução das personagens, ao final do espetáculo, quando os talentosos profissionais da arte de fazer rir, a partir  de uma realidade nua e crua, Alexandre Lino e Leo Campos expõem ao público seus bigodes e músculos despidos de Kelly e Nena, mesmo presentes durante todo o espetáculo, mas habilmente ocultos, somente por suas capacidades na arte de representar.

Trata-se de um espetáculo com menos de uma hora de duração, que deixa os espectadores com aquele gostinho de “quero mais” – mas, infelizmente, “Acabou o Pó”. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Tim Maia - O FIlme





O filme vale por sua trilha sonora pulsante, pela irreverência e fúria 

Baseado no livro “Vale Tudo”, de autoria de Nelson Motta, “Tim Maia” – o filme” é raso e sem nenhuma ousadia, mas somente uma biografia superficial que tenta não se comprometer com os fatos e com alguns personagens coadjuvantes, cuja identificação de muitos, só é possível ser feita durante a leitura dos créditos finais, excetuando-se as interações de Fábio Fabiano (Fábio Stella) - amigo de Tim Maia e narrador da história, Carlos Imperial e Roberto Carlos. Este, por sua vez, é representado de forma surpreendentemente caricata, beirando à comicidade - muito provavelmente, um subterfúgio para atenuar a forma como abandonou o grupo The Sputniks - no qual fazia parceria com o então Tião Maia, Arlênio Lívio, Edson Trindade e Wellington Oliveira - que não corresponde ao papel de um amigo de fé, muito menos de uma irmão camarada.

Todas as fases da vida de Tim Maia foram muito bem representadas por seus interpretes – Tim criança, pelo filho de Babu Santana; Tim Jovem, por Robson Nunes; e Tim adulto, por Babu Santana – um verdadeiro trio de estrelas.


O filme vale por sua trilha sonora pulsante, pela irreverência, fúria e a falta do que dizer do eterno síndico em meio a seu próprio caos.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Garota Exemplar



Não se trata de um filme óbvio 

“Garota Exemplar”, por David Fincher, confirma nas telas dos cinemas o que o diretor sabe fazer de melhor - esfregar na cara do espectador todo cinismo e perversidade que há em cada um de nós. Baseado no livro Gone Girl, seu autor, Gillian Flynn, também assina o roteiro da película.
A história conta com a brilhante atuação de Bem Affleck como o marido de uma mulher desaparecida, interpretada por Rosamund Pike – sob a ótica do Circuito Geral, futura candidata ao Oscar de melhor atriz.  
“Garota Exemplar” deve ser encarado como um filme em três, tamanha às surpreendentes reviravoltas presentes em seu roteiro, não dando chance ao espectador de ter a menor idéia sobre o término do suspense. Nem mesmo a competente trilha sonora por Trent Reznor - do grupo Nine Inch Nails - deixa transparecer o que estaria por vir. Consequentemente, não se trata de um filme óbvio, como já era esperado pelos sucessos anteriores de Fincher.
O longa faz jus ao seu tempo de projeção de cerca de duas horas e quarenta minutos, apesar de uma introdução e de um desfecho, ambos um tanto quanto arrastados, mas não menos instigantes do que o conteúdo da trama, caso conte com a atenção e compreensão do espectador quanto a sua riqueza diante da trama, que leva a todos à reflexão sobre a escolha de seus parceiros.


domingo, 9 de novembro de 2014

Manuscritos de Leonardo - Vertigem das Listas


Laboratório de movimentos, cujo resultado é destroçado por verborragia 

“Manuscritos de Leonardo”, criação e direção de Regina Miranda, transporta para o palco um laboratório de movimentos, dança, luz, música e composição de elementos - cujo resultado final é destroçado por uma verborragia totalmente dispensável, compreendida, mesmo por aqueles que se esforçaram muito para conectar as palavras às demais ocorrências em cena - numa tentativa de transcender algo que já era bom, em busca da arte pela arte, por pura vaidade pessoal. O volume do som da trilha musical, muito bem definida, por sinal, compete, em desigualdade de condições, com a projeção das vozes das bailarinas-atrizes ao declamarem o texto, tornando-os, em muitos momentos, incompreensíveis ou, até mesmo, inaudíveis dando uma conotação de que, de fato, são dispensáveis. É visível que Regina Miranda tem como meta apresentar algo inovador e que se diferencie dos espetáculos consagrados pelo Momix, por Deborah Colker e pelo Grupo Corpo, que se inovam a cada apresentação pela coreografia e ousadia, incorporando aos movimentos corporais ao som da música, o que fazem, brilhantemente, sem a necessidade de um texto.
O intervalo proposto pela produção do espetáculo se faz com a necessária retirada dos espectadores da platéia, com a escusa da troca do cenário visando à principal atração, nome do espetáculo, “Vertigem das Listas”. Em se tratando das apresentações no Teatro do Jockey do Rio de Janeiro, expõe o público a um constrangedor mini sarau poético apresentado por dois declamadores de textos de suas autorias e outros de poetas já consagrados, ocorrendo no diminuto “foyer”, onde os espectadores competem, em meio a cotoveladas e pés pisoteados, por um território que é invadido por pessoas que circulam em direção aos dois sanitários voltados para o recinto - verdadeiras fontes sonoras de fluxo de descargas das bacias sanitárias - por funcionários carregando baldes e vassouras para a sala de espetáculo e por crianças, inexplicavelmente presentes em se tratando de espetáculo com faixa etária recomendada para 16 anos – uma total falta de respeito, que só abriu as portas para evasões de alguns poucos pois, ao que parecia, muitos se tratavam de amigos ou familiares com os aplausos e gritos de “bravo” ensaiados desde a saída de seus lares.
“Vertigem das Listas” é outro show de dança, som, luz e movimento que sofre derrocada pela declamação de outro texto, igualmente desconectado – mesmo sendo, impiedosamente, uma adaptação da obra de Umberto Eco. Sofre da mesma forma que a apresentação anterior, com o duelo entre o som na caixa e as vozes das atrizes-bailarinas. Uma eventual solicitação por um breve resumo do texto e sua conexão ao que é apresentado no palco seria, no mínimo, um atentado à capacidade de compreensão e uma ameaça de constrangimento pessoal. Em meio a uma bela apresentação que envolve movimento, luz, música, composição cênica – ou seja, um trabalho que explora os sentidos ao extremo - melhor seria que as atrizes entrassem no palco mudas e saíssem caladas. Talvez seja a saída para uma tentativa de tornar o espetáculo menos enfadonho e mais palatável – uma verdadeira diversão, e não uma apresentação ideal para um eventual ensaio fotográfico.

Apesar de tudo, na ocasião das apresentações realizadas no Teatro do Jockey do Rio de Janeiro, os tropeços de “Vertigem das Listas” conectam-se com o trecho do poema de autoria de Alice Ruiz, declamado quando do constrangedor mini sarau no foyer do teatro durante o intervalo - “Saia do sério deixe os critérios, siga todos os sentidos, faça fazer sentido, pois a cada mil lágrimas sai um milagre”.

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domingo, 2 de novembro de 2014

Forrobodó – Um Choro na Cidade Nova


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Terça Insana - Adiós Amigos


Uma lacuna irreparável nos corações dos apreciadores do humor filosófico

“Terça Insana” se despede do público com sua temporada intitulada “Adiós Amigos”, dando seguimento às apresentações dos retalhos sociais costurados com afinadíssimo humor -  deixando órfãos vagando como zumbis em busca de cérebro que produza humor brasileiro dentro do padrão criado pela diretora e atriz Grace Gianoukas, que vem iluminando as temporadas do espetáculo, desde a sua primeira apresentação em 2001, na cidade de São Paulo. Desde então, “Terça Insana” arrebata fãs por onde passa, impingindo uma nova cara ao humor brasileiro - um humor, ácido, lisérgico, inteligente, criativo, original e constantemente renovado, tornando as apresentações repletas de atualidades.
Além da apresentação  de “Adiós Amigos” no dia 1º de novembro de 2014 no Teatro Bradesco na cidade do Rio de Janeiro, a trupe fará mais uma imperdível apresentação no dia 2 de novembro, no mesmo local, às 21h:00min. As duas últimas apresentações que finalizarão a turnê de 2014 ocorrerão em Joaçaba e em Lages - SC nos dias 8 e 9 de novembro, respectivamente.
A apresentação carioca do dia 1º de novembro contou com os brilhantes humoristas-atores-cantores Mila Ribeiro, Nilton Rodrigues, Thiago Du Guetto e  Luís Miranda, juntamente com a mentora dessa grande orgia humorística, Grace Gianoukas que encantaram a platéia com esquetes clássicos que edificaram a marca “Terça Insana” e com esquetes inéditos, que só comprovam o fôlego desse projeto -  a irmã bastarda de uma figura pública importantíssima nos País - Wilma; a Santa que todos nós sabemos que existe, mas não tem um dia para ela - Santa Paciência; os representante da nova classe C - Tiago Du Guetto, Dandara e a recenseadora Mundial; a pseudo cantora – Nana; a preguiça que mais parece esperar a morte chegar para ir de carona e a sensacional e geneticamente modificada, Madame Sheila, que dispensa apresentações.
Um palco clean e uma platéia cúmplice dos apresentadores humoristas compõem o cenário dos treze anos de “Terça Insana”, cuja turnê derradeira, “Adiós Amigos”, não deve ser encarada como o fim de um projeto que ousou levar à sério o humor em tempo de cólera. Como registro final, só nos falta uma sequência de DVDs em continuidade aos dois primeiros lançados, para que o termino prematuro desse projeto, em seu formato atual, não deixe uma lacuna irreparável nos corações dos apreciadores do humor filosófico.

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