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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Constellation


Uma viagem que não precisava ter fim


Espectadores com seu passaporte em dia rumo o mundo da diversão e emoção - que viveram, que somente ouviram falar ou se interessam em conhecer o glamour dos anos dourados - estão convidados para embarcar na máquina do tempo rumo aos anos 50. No comando da aeronave, na qual se transveste o Teatro Vannucci, em solo carioca, o competentíssimo diretor Jarbas Homem de Mello garante uma viagem fantástica para todas as faixas etárias, comandando uma tripulação de primeiríssima linha. Aqueles que conseguem as suas disputadíssimas passagens no guichê da bilheteria sentem-se os grandes vitoriosos por conquistarem os cento e vinte minutos que o espetáculo “Constellation” os reserva.
A direção musical de Beatriz De Luca proporciona momentos nostálgicos ao som de dezesseis inesquecíveis canções, dentre elas: Blue Moon, When I Fall In Love e Only You, hipnoticamente coreografadas pelos nove impecáveis atores, cantores e dançarinos sob o domínio de Vanessa Guillen, artisticamente pincelados pelo desenho de luz de Paulo César Medeiros, como se fossem propagandas dos anos 50. Elementos de composição indissociáveis, a cenografia de Natalia Lana, o figurino de Patrícia Munize e o visagismo de Dicko Lorenzo criam, quase que virtualmente, cenas antigas que invadem os olhos dos espectadores.
Diante de tamanha idealização, o pueril e inocente texto de Claudio Magnavita torna-se um detalhe e pretexto para a realização da magia de uma viagem que não precisava ter fim - um estonteante prólogo para o voo inaugural do Super Constellation G.

“Constellation” permanece em cartaz até o dia 29 de março de 2015.

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