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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Martinho da Vila - Enredos e Sambas


O Circuito Geral teve o privilégio de estar presente - juntamente com uma plateia que lotou o Teatro Bradesco, no Village Mall - ao show de comemoração do aniversário de Martinho da Vila, que completou 77 anos de idade no dia 12 de fevereiro de 2015.
No palco, despojado como se num terreiro de samba, o artista endossa a sua maturidade cronológica e artística acolhendo a plateia como convidados a participar do seu seio familiar, imersos nesse show intitulado “Enredos e Sambas”, demostrando, ao vivo e à cores que, em sua casa, todo mundo samba. Martinho dá início ao show com seu cantarolar em capela, homenageando Noel Rosa com “A Presença do Poeta” e abre seu coração, com “Todos os Sentimentos”, numa declaração pública de amor a Cléo Ferreira, sua atual esposa.
A familiaridade com as músicas compostas e interpretadas por Martinho, fruto de quase cinquenta anos de uma carreira de sucesso, promove uma saudável falta de cerimônia para com o artista, resultando num coro composto pelos espectadores que respeitosamente acompanha o artista em canções como  “Disritmia” e “Ex Amor”.

A banda se molda à ginga e o jeito doce que Martinho entoa seus versos, composta por Claudio Jorge (violão), Ivan Machado (baixo), Paulinho Black (bateria), Wanderson  Martins (cavaquinho), Kiko Horta (Teclado), Victor Neto (Sopros), e dois componentes de sua talentosa prole - Tunico da Vila (percussão) e Juju Ferreirah (vocal).

Em continuidade à apresentação dos bambas de sua casa, sua filha pianista, Maíra Ferreira, abrilhanta a comemoração com sua interpretação de “Último Desejo” e oficializa a abertura do carnaval “chic” com “Máscara Negra” e “O Show Tem Que Continuar”, dando continuidade à apresentação do anfitrião Martinho que, através de mais um de seus sucessos, lamenta o dia que sonhou que não sonhava.
A descontração se abate ainda mais sobre a plateia quando Martinho chama ao palco Mart’nália, que soma à sua apresentação de “Devagar, Devagarinho” e de “Casa de Bamba”. A irreverente e cativante a artista se agiganta em cena, apresentando solo, alguns de seus sucessos, tais como: “Entretanto” e “Cabide”.

A participação familiar se consagra no espetáculo e a informalidade transportam, carinhosamente, o espectador para a casa de Martinho – dessa vez, com a presença de mais uma talentosa intérprete, sua filha Analimar Mendonça – sem deixar de lado todas as qualidades de um show imerso numa atmosfera apoteótica, quando todos se reúnem entoando “Kizomba, A Festa Da Raça”. O sucesso que marca o primeiro título do carnaval carioca conquistado pela Unidos de Vila Isabel, é homenageado com a apresentação do primeiro mestre-sala - Diego Machado, e da primeira porta-bandeira - Dandara Ventapane - neta de Martinho.

 

Após a “dispersão”, o público é levado à exaustão emocional com “Mulheres” e “Madalena do Jucu”. Sob o clamor do público pelo bis, a família  lidera, junto à plateia, uma seleção de marchinhas carnavalescas consagradas, como “Aurora”, “Pra Você Gostar De Mim”, “Linda Lourinha” e “Cidade Maravilhosa”.

 


“Enredos e Sambas” é um presente do aniversariante para todos os espectadores que compareceram a essa memorável festa.


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