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segunda-feira, 16 de março de 2015

Beto Guedes - Amor de Índio


A trajetória pela doce trilha sonora, que faz parte da vida de todos os presentes ao show 

O Circuito Geral teve o privilégio de comparecer ao Teatro Rival, no Centro do Rio de Janeiro, em 13 de março de 2015, para contemplar - sob a ótica do espectador - a primeira das duas únicas apresentações do show “Amor de índio” do compositor, cantor e instrumentista, Beto Guedes.

A expectativa do público que lota a tradicional e carioquíssima casa de espetáculo é que, no palco, ao descerramento das cortinas, dando início ao espetáculo, se apresente um Deus, tamanha a adoração e ansiedade que demonstra pelo início do show. De forma não decepcionante e coerente com a sua postura durante quase cinco décadas de estrelato junto à música popular brasileira, Betinho se faz presente como o homem simples e tímido que sempre foi e que, sob emocionante sincera e devota ovação da plateia, inicia a sua apresentação com a canção que dá título ao show. Com sua doce e delicada voz, Betinho preserva a inigualável interpretação de suas canções através de um involuntário gestual, como se demonstrando ao público, quase que didaticamente, o significado de seus versos.

Acolhido pela descontração da casa de espetáculo que aproxima o público do palco e os espectadores entre si, como numa grande família, o consagrado Betinho dá continuidade ao set list com “Feira Moderna”, “Sol de Primavera”, “Espelhos D’Água” – numa homenagem a Dalton e Claudio Rabello, e “O Sal da Terra”, permitindo se sentir completamente à vontade ao acionar sua equipe presente nos bastidores para regular a alça de sua guitarra e recomendá-la quanto ao volume do som da banda em contrate com o de sua voz, acatando às observações emanadas pela própria plateia. Percalços aos quais qualquer show está sujeito, o aconchego do Rival faz com que sejam relevados com extrema informalidade e amenizados pela descontração que o artista tem junto ao seu público – e vice-versa, de tal forma que este se impõe ao artista como parte integrante do show num consonante vocal de apoio. A expressão de amor do público para com Betinho - como  aclamado, aos brados, por inúmeros fãs - por muitas vezes, abafam a voz do cantor, demandando especial zelo da produção, nessa segunda apresentação, com o equilíbrio da sonorização, dentre voz, instrumental e, considerando a inevitável e muito bem-vinda participação vocal do público, visando não deixar a declamação dos versos, por Betinho, incompreensíveis aos ouvidos dos expectadores e viajarem, somente, através das mãos de Betinho.

Ao final do espetáculo, em atendimento à histriônica aclamação pelo bis por parte da plateia e de incontroláveis fãs, o artista homenageia, em primeiro lugar, Irving Gordon, cantando, quase em capela, “Unforgettable” e, em seguida Smokey Robinson com “ My Girl”.


A trajetória pela doce trilha sonora, que faz parte da vida de todos os presentes ao show “Amor de Índio”, termina com “Paisagem da Janela” sob os aplausos de um saudoso público – no qual se inclui o Circuito Geral que assume, respeitosamente, através desta resenha, o papel de um mensageiro natural para que, mais uma vez, a plateia do Teatro Rival sejam lotados, no dia de hoje, com muito calor e emoção, na segunda e última apresentação do Cavaleiro Marginal – Beto Guedes.

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