Counter

quinta-feira, 26 de março de 2015

O Sal da Terra



Inunda o olhar do espectador, de forma impactante

Sob a direção investigativa de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, o documentário “O Sal da Terra” inunda o olhar do espectador, de forma impactante, com imagens e fotos contextualizando a trajetória artística do fotógrafo Sebastião Salgado, segundo um roteiro que discorre, predominantemente, sobre três de suas principais fases e obras.

Ao longo desse documentário arte, imagens dinâmicas e estáticas que percorrem a grande tela desnudam, em sua obra – “Sahel”, a miséria provocada pela seca na região africana que afetou os habitantes do Chade, da Etiópia, do Mali e do Sudão de 1983 a 1986 e denunciam os conflitos militares, a pobreza, a fome, a superpopulação, a peste, a degradação ambiental, e outras formas de catástrofe.

Na sequência, em “Êxodo”, a obra de Salgado retrata a discrepância entre o discurso e a prática sob o ponto de vista da globalização econômica e seus reflexos junto a migração internacional.

“Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma” – com essas palavras extraídas do prólogo de “Êxodo”, Salgado já demonstra sua preocupação com a reconexão do homem com a natureza com vistas à sua restauração e preservação.  Através de sua mais recente obra - “Gênesis”, o artista imortaliza paisagens, a flora e a fauna – nesta, incluído o ser humano – como se em suas condições nos primórdios da sua evolução na face da Terra.

“O Sal da Terra” emociona aqueles que se identificam, não somente com a arte fotográfica, mas com a força da natureza – nesta inserida a devastação e a capacidade de regeneração por parte do ser humano. Através do atento olhar de Sebastião Salgado, o planeta se imortaliza em singulares momentos, banhados por luz e sombra.


Nenhum comentário:

Postar um comentário