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sábado, 11 de abril de 2015

Casa Grande


O enredo não abre espaço para o debate entre ser bom ou mau, mas somente a constatação de seres humanos, passíveis de acertos e erros 

Percebe-se um clima de renovação em “Casa Grande” que se diferencia, em muito, dos filmes nacionais atuais - a começar pela direção do novato Felipe Barbosa.
A partir de uma história contemporânea e, de certa forma, documental, “Casa Grande” retrata a decadência da economia e da sociedade, o conformismo para com a violência, a exploração do trabalhador e a implantação de cotas raciais pelo sistema - com uma fluidez surpreendente, apesar de seus personagens complexos e ricos em conteúdo. A despeito da introdução de diálogos de cunho preconceituoso e moralista, o enredo não abre espaço para o debate entre ser bom ou mau, mas somente a constatação de seres humanos, passíveis de acertos e erros - mas humanos. A hierarquia social apregoada no filme contribui para a definição de uma atmosfera plena de realidade que, ao mesmo tempo, ostenta um casarão localizado num dos bairros mais sofisticados do Rio de Janeiro, contrapondo com as vielas típicas de grandes comunidades cariocas.
“Casa Grande” é um filme sobre o desnudamento do relacionamento familiar, amoroso, comercial, empresarial e social, expondo, de forma plena, toda a miopia com foco nos mais e nos menos privilegiados pela vida.

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