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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Byafra - 35 anos de carreira


Para que serve a utopia? 

Noite de 07 de maio de 2015 - o túnel do tempo, mais uma vez, é acoplado ao Teatro Rival, no Rio de Janeiro, transportando todos aqueles que viveram os anos 80 e ouviram as trilhas sonoras de novelas, embaladas ao som das músicas inéditas de Byafra.

O show começa com o artista em off - dois grandes sucessos de sua carreira, “Sonho de Ícaro” e “Seu Nome”, são apresentados pela harmoniosa e sintonizada banda composta por Aurélio Duarte – no baixo; Edgard Soares - na guitarra; Márcio Fábregas, no teclado; e Pedro Don – na bateria, diante de uma plateia, aparentemente, ainda apática e sem muita energia, como se à espera dos primeiros acordes de “Helena”, seguida por “Vinho Antigo”. A partir de então, como num passe de mágica, o público reage da forma à qual o ícone da MPB dos anos 80 faz jus. Impactado pela resposta do espectador, Byafra homenageia outros cantores emblemáticos daquela década – Dalton, com “Olhos D’água” e “Muito Estranho”; Marcos Sabino, com “Reluz”; e Marcelo, com “Explode Coração”. Desperta e contagiada pelo carisma do compositor e intérprete, a plateia do Rival é presenteada com a sua inédita “Quando Você Bate a Porta”. Fazendo das palavras de Eduardo Galeano, suas palavras, Byafra pergunta e replica - “Para que serve a utopia? Serve para que eu não deixe de caminhar” – como introdução a “Estoy Enamorado”, de Donato y Estéfano – transmitindo, sutilmente, que sua carreira ainda tem muito a nos oferecer.  Dando continuidade ao seu rol de homenagens, Byafra canta Chico Buarque - “Todo Sentimento”, acompanhado pela musicista Clarisse Assad, seguidos pela participação mais do que especial da plateia, em “Meu Bem Querer”, de Djavan.

Quase um tributo aos anos 80, no show de Byafra não poderia faltar as inesquecíveis “Último Romântico”, de Lulu Santos; “Menina Veneno”, de Ritchie e “Cheia de Charme”, de Guilherme Arantes. Com a derradeira “Rua Ramalhete”, de Tavito – Byafra cede o backing vocal à plateia, que declama, consigo, o refrão desta como se fosse um lampejo de esperança e não uma despedida – uma alusão a “Será que algum dia ‘ele volta’ aqui”. Pela fidelidade e pelo carinho demonstrado por seus fãs durante o espetáculo, o Circuito Geral e todos os presentes esperam que isso ocorra, muito em breve.


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