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sábado, 23 de maio de 2015

“Disney on Ice: Tesouros da Disney”


Os espectadores tomam o “rumo da segunda estrela à direita e então direto, até o amanhecer”.

Tarde de 21 de maio de 2015 – HSBC Arena, Rio de Janeiro. Aterrissam na pista de gelo, exclusivamente construída naquela casa de espetáculos, Mickey, Minnie, Pato Donald e Pateta - os anfitriões de “Disney on Ice: Tesouros da Disney”, acompanhados pela trupe de alguns dos mais belos clássicos do Mundo da Fantasia. Ainda no foyer, originalmente desprovido de qualquer atrativo que possa desviar a intenção do público, senão adentrar a sala de espetáculos, inúmeros stands e quiosques colorem o espaço e ofertam lanches, painéis temáticos que servem de fundo à livre fotografia, bonecos e outros objetos e acessórios e fazem os olhos das crianças brilharem desejosos de levarem consigo, para casa, algumas dessas lembranças.

Programado para sua realização em duas partes, com intervalo entre as mesmas, em seu primeiro tempo, o show apresenta “Alice no País das Maravilhas”, transportando toda a plateia, juntamente com a delicada e ingênua menina protagonista, para o incrível mundo habitado pelo Coelho Branco, pelo Gato Risonho, pelo trio composto por Chapeleiro Louco, Lebre de Março e Ratinho, pela Rainha de Copas e seu exército de cartas, e muitos outros – apresentando as cenas mais relevantes das histórias com todos os personagens patinando sobre a pista congelada.

Em seguida, como num passe de mágica, os espectadores tomam o “rumo da segunda estrela à direita e então direto, até o amanhecer”, chegando à Terra do Nunca, onde participam das aventuras de Peter Pan e da Fada Sininho, juntamente com Wendy, João, Miguel, os Garotos Perdidos, índios, sereias, Capitão Gancho, Barrica e demais marujos, além do temeroso crocodilo Tic Tac. Nos momentos em que Peter Pan e Sininho sobrevoam a pista de gelo, a plateia ovaciona os personagens, percebendo-se, também, de forma nítida, uma torcida quase que organizada, quando da aparição de Tic Tac, para que o mesmo aterrorizasse, ainda mais, o perverso pirata.

Da mesma forma que em Alice e nos clássicos que dão continuidade ao espetáculo - como forma de cativar o público adulto presente, após cada conto - os personagens se organizam em marcações precisas, desenvolvendo coreografias sobre os patins de gelo.

Após breve intervalo, a segunda parte do espetáculo é aberta por Rafiki – o velho e sábio babuíno que anuncia a todos os súditos da savana, o nascimento de Simba - “O Rei Leão”.  Daí em diante, os principais sucessos musicais compostos para o longa metragem, são acompanhados e “percussionados” pelo público, como se todos estivessem inseridos no contexto da história de um pai que morre para salvar o filho e de um ganancioso tio, em busca de poder. Timão e Bumba são celebridades à parte, provocando manifestações de prazer em revê-los, por parte de todas as crianças presentes na Arena, ao entoarem “Hakuna Matata”. Logo em seguida, a atmosfera romântica toma conta da casa, ao som de  “Can you feel the love tonight”, sob as vozes de Nala e Simba, emocionando adultos e pequeninos. “Circle of Life” anuncia o final daquela aventura na selva, e devolve o comando do espetáculo aos anfitriões Mickey, Minnie, Donald e Pateta que, por sua vez, anunciam a apresentação da história que deu origem ao primeiro  longa metragem de animação dos estúdios Disney - o clássico “Branca de Neve e os Sete Anões”, causando frisson no público, quando da entrada de Atchim, Dengoso, Dunga, Feliz, Mestre, Soneca e Zangado. Momento de total interatividade com o público infantil, no qual foi ofertada a maçã envenenada à Branca de Neve pela Bruxa Má – de um lado, a dúvida levada às crianças pela princesa, se deveria morder a maçã ou não; de outro, o autêntico manifesto infantil para que a princesa não o fizesse. Prosseguindo com o roteiro original da história, Branca de Neve morde a maçã e cai num sono profundo. A chegada do príncipe é vigorosamente aplaudida pelas crianças, na expectativa de que o grande amor de sua vida, a desperte com um beijo de amor.

Uma vez aberta a sessão de príncipes e princesas e, antes mesmo que os espectadores pudessem assimilar a máxima de que, a partir daquele momento, vivem “felizes para sempre”, ao final de “Branca de Neve”, o palco gelado se transforma, como por encanto, da floresta onde moram os “Sete Anões”, na  fictícia cidade árabe de Agrabah, onde mora “Aladdin”. Ao som de músicas compostas por Tim Rice, o compacto da história é contado e acompanhado por aplausos e gritos, frente às proezas do Gênio da Lâmpada, com direito a passeio no Tapete Mágico sobrevoando a pista de gelo – levando, à bordo, Aladdin e a princesa Yasmine.  Em seguida, como encantados por um “Bibbidi-Bobbidi-Boo” o palco congelado submerge nas profundezas do oceano da “A Pequena Sereia” - Ariel e emerge, em seguida, no bosque da torre de Rapunzel, de “Enrolados” e, em seguida, à superfície da lendária Nova Orleans de Tiana, de “A Princesa e o Sapo”.  

Em meio a tanta magia e fantasia, a viagem é acompanhada por música e luzes multicoloridas, extasiando todos os presentes no HSBC Arena, que retribuem o espetáculo com aplausos ininterruptos até o cerrar das cortinas de uma boca de cena que jamais deveria se apagar, eternizando príncipes, princesas e todos os personagens, já criados e que ainda o serão, pelos estúdios Disney, para o bem de todas as crianças que habitam nos nossos corações.

“Disney on Ice: Tesouros da Disney”, acontece até o dia 24 de maio de 2015, em três horários diários, a escolher.

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