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terça-feira, 5 de maio de 2015

Paula Toller - Transbordada


Púbico conquistado e dominado

Generosamente lotada, a plateia do Citibank Hall Rio de Janeiro recebe o público afeto de Paula Toller, em seu show, com vistas à apresentação das músicas de seu novo CD “Transbordada”, das quais somente seis delas fizeram parte do playlist - a começar por “Ohayou”, dando início à sua performance, sob um profundo “deep blue” lumínico. Aos poucos, a intensidade e cores da iluminação – cujo desenho e operação fizeram toda a diferença na dinâmica visual da boca de cena – trazem à tona a bela e sensual compositora e intérprete, ainda tomada por uma aparente timidez que não faz jus ao seu perfil artístico e ao repertório escolhido para iniciar o espetáculo, que não explode da forma que merece e que se espera, nem mesmo ao som das palmas de acompanhamento de “Fixação”, por parte da plateia.

Contudo, a participação do público – ainda sentado à mesa sem dar verdadeira expansão às suas emoções em resposta aos ritmos dançantes - facilita a interação de Toller, que dá seguimento ao show, intercalando momentos de diálogo em clima de humor e descontração, prosseguindo com “Calmaí”. A mixagem de “Oito Anos” com “Ando Meio Desligado” conta com um solo de guitarra, digno de festival de rock, por Liminha, coprodutor do CD e compositor de algumas de suas músicas. O vigor da apresentação do guitarrista faz com que o show encontre o seu rumo junto ao público, acompanhando Toller em “Trasnbordada” e “Nada Por Mim”. Contrapondo à carga de excitação crescente, Toller sensualiza a atmosfera da sala de espetáculos, cantando um dos grandes sucessos de Chris Isaak - “Wicked Game”, em consonante duo com Caio Fonseca, prosseguindo em tom mais pop com ajuda de Juju Gomes com “Deus (Apareça na Televisão)” e fechando a sequência homenageando Chorão, com “Céu Azul”.

Púbico conquistado e dominado, Toller, a dona do show concede a alforria para que todos se levantem de seus lugares pois é chegada a hora de dançar ao som dos sucessos que fizeram a história de muitas vidas nas últimas décadas, como: “Nada Sei”, “No Seu Lugar”, “Te Amo Pra Sempre” e terminando com “Eu Tive Um Sonho”. Logo após as já tão desacreditadas despedidas e retiradas do palco que precedem o bis, Toller e sua banda – composta por Márcio Alencar, na bateria; Maurício Curinga, no baixo; Caio Fonseca, no violão; Gustavo Corsi, no teclado; e com a participação especial de Liminha no baixo e na guitarra – dão início ao fim de  “Transbordada” embalando a plateia com “Your Song”, “Grand Hotel” e “Os Outros” – este, com a participação especial de toda a plateia, numa capela em alto e bom tom.

O grand finale, com “Pintura Íntima”, só faz lembrar que Paula Toller e Kid Abelha são indissociáveis.


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