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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sangue Azul


É sensorial, estimulando o espectador através do apelo visual 

Sob direção de Lírio Fernandes, deságua nas telas dos cinemas, “Sangue Azul” - uma esplendorosa película dividida em cinco capítulos – “Homem Bala”, “Insônia”, “Infância”, “Angustia” e “A Lenda do Pecado”.

A história traz consigo toda uma carga de sentimentos, repressões e um passado que retoma um ciclo intencionalmente interrompido, na paradisíaca ilha de Fernando de Noronha – o medo de uma mãe por um eventual envolvimento incestuoso entre irmãos, fazendo com que a progenitora entregasse a tutela do menino Pedro - interpretado por Daniel Oliveira, ao misterioso ilusionista Kaleb dono do circo, vivido por Paulo César Pereio – para que a criança crescesse fora do arquipélago, longe da irmã – desempenhada por Caroline Abras. A chegada do Circo Netuno e sua trupe à ilha trazem de volta Pedro – que trabalha no circo como homem-bala, que resolve passar à limpo o seu passado e que, como isso, acaba cumprindo a sua sentença de vida.

“Sangue Azul” também conta, em seu elenco com, Lívia Falcão, Matheus Nachtergaele, Milhem Cortaz, Laura Ramos, Rômulo Braga, Sandra Coverloni, Servílio de Holanda e Ruy Guerra que, juntamente com Pereio, retrata o conteúdo pseudo filosofal do roteiro.

“Sangue Azul” é sensorial, estimulando o espectador através do apelo visual – contemplando o cenário natural paradisíaco e a sua fotografia que transita entre o preto e branco da volta de um passado e o colorido do desenrolar da trama; e auditivo – pela sua trilha sonora e riqueza com que as mais diversas formas de sons e ruídos são inseridos como se fizessem parte de uma trilha incidental. Não seria exagero afirmar que a direção de Fernandes consegue inflamar a percepção aromática, palatável e tátil, tamanha dramaticidade e sensualidade presente nas cenas.

“Sangue Azul” mostra a essência do ser humano e seu instinto animal e faz do picadeiro, no qual a trupe circense se apresenta, um porto seguro, para quando “o passado volta para cobrar o fiado”.


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