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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível


A Terra da Fantasia é adicionada à Terra do Amanhã, gerando um produto igual à Terra do Nunca


Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível” apresenta um duelo entre o otimismo e a desilusão, representados, respectivamente pela jovem Casey Newton, interpretada sem muita convicção por Britt Roberston e Frank Walker, em sua fase adulta, cuja perda de esperança é brilhantemente expressada por George Clooney.

 

Apesar dos ternos olhares de Raffey Cassidy, no papel da androide adolescente Athena e de Thomas Robinson, como o inventor mirim Frank Walker, “Tomorowland” não empolga, muito menos convence como referência utópica de um mundo auto sustentável, fundamentado de forma mirabolante, evasiva e entediante, e cuja adrenalina passa por um ultrapassada linguagem de cenas de perseguição e de combates desmotivadores.

 

A quimera desregrada dirigida por Brad Bird faz de “Tomorowland” um somatório no qual a Terra da Fantasia é adicionada à Terra do Amanhã, gerando um produto igual à Terra do Nunca. Bird abusa da ingenuidade criativa e subestima a maturidade infanto-juvenil de tal forma, que “Um Lugar Onde Nada é Impossível” peca pela sua proposta muito próxima à realidade e que, por mera essência da condição humana, transcende à promessa de um futuro melhor, se passando por propaganda enganosa. O uso da narrativa inversa, faz com que “Tomorrowland” não tenha nenhum tipo de surpresa em seu final, mesmo contando com Hung Laurie no elenco que, com o seu David Nix, provoca risos irônicos, por não convencer em seu propósito futurista.

 

Ao final de “Um Lugar Onde Nada é Impossível”, a sensação de se desejar ir para um lugar onde tudo seja possível se equipara aos sonos dos quais despertamos e esquecemos sobre o que sonhamos.  

 

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