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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Elza & Fred




Doce comédia romântica

Receita para uma doce comédia romântica – tomar como ingrediente principal, um texto consagrado de Marcos Carnevale e Marcela Guerty; processar o texto junto a Rodrigo Paz, resultando numa tradução impregnada de empenho e de muito bom humor; reservar o produto anterior pelo tempo necessário para que, sob a direção de Elias Adreato, seja obtido o correto equilíbrio entre drama, comédia e romance; acrescentar a essência dos personagens principais incorporados por Ana Rosa e Umberto Magnani, que surpreendem os degustadores da arte de representar, seja no palco ou na televisão; extrair e misturar suavemente o potencial de Ando Camargo, David Geraldi, David Leroy, Fernando Peterlinkar, Igor Dib, Isadora Ferrite e Luciano Schwab, visando à sua aglutinação química com os protagonistas; caracterizar a trupe com um adequado figurino por Fábio Namatame; despejar toda a mistura num palco ornamentado por um cenário simples, mas eficiente e criativamente plural, assinado por Fábio Namatame; lançar fachos de luz sobre a guloseima, desenhando, cromatizando e dramatizando, sob a concepção do iluminador cênico Wagner Freire, de acordo com cada um dos setenta minutos de encenação que se faz presente no seleto menu das atuais produções teatrais nos palcos Cariocas – sem a sofisticação de uma nouvelle cuisine, mas com a autenticidade de uma apetitosa comida caseira, simplesmente – “Elza & Fred”.

Nessa iguaria, o amor é a tônica na vida de dois septuagenários que, sob a obra do acaso, têm suas vias tangenciadas e, a partir de então, as conduzem sob o manto da égide mútua – Elza, como uma senhora turbinada pela vontade de viver; Fred, um generoso ser que tenta superar uma dolorosa perda pessoal. Talvez, por isso mesmo, seja uma receita que depende de empenho e dedicação, durante seu preparo, para não desandar, uma vez que lida com sentimentos genuínos e presentes em cada espectador.





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