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terça-feira, 21 de julho de 2015

Marina Lima - No Osso




Sem o ranço da nostalgia e do saudosismo


Teatro Rival, 18 de julho de 2015 – Marina Lima apresenta o show “No Osso” –  uma volta no tempo num formato acústico, através do qual, o canto e encanto de Marina e seu diversificado conjunto de vilões e guitarras, promovem momentos sem o ranço da nostalgia e do saudosismo.

 

Marina dá partida ao show com o seu mais recente sucesso - “Partiu”, dando seguimento com “It’s Not Enough” e interage com a plateia, justificando o nome do show - desossando nota por nota de seu violão que se enquadra de forma harmônica à meia-voz com que a artista conduz o espetáculo. “O Chamado” detona as cores e luzes que tomam conta do palco do Rival enquanto, como uma “gata-garota”, Marina retira seus sapatos os coloca defronte a uma poltrona onde se aninha, fazendo daquele encontro musical, uma reunião intimista como na casa de amigos, conforme proposta do próprio Rival junto aos seus frequentadores. Entoando “1°de Abril (Eu Negar)?”, Marina ratifica a sua máxima que define a música como um inconsciente coletivo e aproveita para prestar homenagem a seu irmão Antônio Cícero, com o poema de autoria deste que, segundo ela, é doído, porém belo. Dessa forma, os acordes de “O Solo da Paixão” toma conta da sala de espetáculos, com lirismo e emoção, seguida de “Na Minha Mão” – mais uma homenagem prestada por Marina, dessa vez, a Alvim L..

 

Durante uma de suas pausas no decorrer de seu colóquio musical com seus fãs, Marina, que há cinco anos reside na cidade de São Paulo, levanta a possibilidade de voltar ao seu lugar – a cidade do Rio de Janeiro, causando uma comoção de boas vindas antecipadas por parte da plateia. Em retribuição a tamanha demonstração de carinho e afeto, Marina canta “Virgem”, declara a sua amizade pelo seu ex-baterista – Lobão, com “Noite e Dia” e segue com “Carente Profissional”, lembrando o poeta Cazuza.

 

Como uma exímia contadora de histórias, Marina discorre sobre um evento ocorrido juntamente com Leo Jaime, Lobão e Tavinho Paes, na época em que o seu pai decide levar toda a família para morar em Búzios - para desespero da cantora. Continuando, justifica que, para fugir da mesmice, convida o trio de amigos para uma pescaria, que teve o seu término decretado por uma revista efetuada por uma blitz que nada encontrou para incriminá-los, muito embora tivessem tudo para que fossem arrestados pelos duras. Concluindo, Marina dá o devido crédito a esse episódio, do sucesso “Acho que dá”, apresentado em seguida.

 

Uma outra homenagem também é prestada ao compositor e cantor Dalto com “Pessoa”, finalizada, emocionantemente, com “Leão Ferido”.

 

Dando a impressão de que a noite parece estar apenas começando, a plateia estremece ao som de “À Meia-Voz”.  Ao filosofar sobre a nova geração que ama samba, Marina justifica a composição de “Da Gávea”, como forma de ter tido o ímpeto de agradar o seu atual amor.

 

“Can't Help Falling In Love”, imortalizada na voz de Elvis, traz momentos de serenidade ao espetáculo, mas somente até o momento em que Marina se desloca para o pedestal onde, através de um microfone previamente instalado, divide com a plateia, o fato de que, devido ao avanço tecnológico, tem composto suas músicas com o auxílio da informática, e emite os sons eletrônicos e soturnos, apresentando “Não Me Venha Mais Com Amor”.  Com isso, uma Marina, armada com sua guitarra, pede licença à introspecção e dá vez a um “flash” de show de rock, com direito a palavras de ordem para elevação dos níveis de som e de luz, num papo reto com a mesa de operações. Marina prossegue o momento “hard” do espetáculo com “Ainda é Cedo”, exaltando a sua paixão por Renato Russo.

 

“Fulgaz” traz “No Osso” de volta para a sua condição inicial, intimista acústica, acompanhada, em peso, pelo vocal de todos os presentes, abrindo espaço para a tentativa de abandono do palco ao estilo francês por parte de Marina – felizmente, sem sucesso, pois, uma vez ausente, a plateia se manifesta até ser bem sucedida com o retorno de seu ídolo que, mais uma vez, no aconchego de sua poltrona, bisa com “Criança”, “Grávida”, “Eu te Amo Você” e para sair de vez do palco, “À Francesa”.

 


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