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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O Exterminador do Futuro: Gênesis

                                                                                                                         





Experiência rançosa

Quinta produção da franquia lançada em 1984, cujo primeiro filme – “O Exterminador do Futuro” – fora dirigido por James Cameron, “O Exterminador do Futuro: Gênesis” por Alan Taylor resgata um Arnold Schwarzenegger aparentemente cansado. A auto justificativa do personagem - o exterminador modelo T800 - de estar “velho, mas não obsoleto”, serve como saída estratégica para as inevitáveis alterações físicas sofridas pela idade pelo ainda protagonista. Contudo, o toque de comicidade inserido um par de vezes via expressões faciais de Schwarzenegger, certamente bate nos fãs da franquia como um sinal de decadência e, até certo ponto, de desrespeito à imagem daquele que, um dia, aterrorizou as telonas como o indestrutível ciborgue assassino.

O instigante e criativo resgate de cenas e personagens dos dois primeiros filmes – somente identificado pelos cinéfilos assíduos da franquia - sugere um looping prestes a esclarecer o roteiro de “Gênesis” mas que, lamentavelmente vai se desfazendo a olhos nus, através de um processo impregnado de argumentos excessivos visando tornar crível as confusas viagens no tempo objetivando a destruição da famigerada Skynet.

Apesar das eventuais contrariedades causadas aos seguidores de “O Exterminador do Futuro”, torna-se impossível não dar o merecido crédito a Taylor pelas cenas de ação e apocalípticas muito bem dirigidas, os respectivos efeitos visuais potencializados pela tecnologia 3D e da releitura e confronto de Kyle Reese e John Connor – induzindo ao crédito por uma história inteligentemente conclusiva, ficando somente na promessa.

Mesmo que “O Exterminador do Futuro: Gênesis” passe a impressão de promover uma experiência rançosa, cheirando a naftalina, para os que acompanharam a sequência de longas e da série, é um programa que não deve ser declinado, muito porque, da mesma forma que Arnold Schwarzenegger vem ameaçando nos últimos trinta anos, de uma forma ou de outra, ele “estará de volta”.

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