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domingo, 12 de julho de 2015

Tarzan – O Homem das Selvas



Timing acelerado que não prejudica a compreensão da história

A densa floresta, o som de animais, a luz do sol que atravessa a nevoa presente em meio às árvores, a sensação de perigo iminente – a selva concebida cenograficamente, e transportada para o palco por Sérgio Gabriel, dá as boas vindas aos pequeninos e adultos, tão logo acessam a sala de espetáculos, para participarem da magia da história contada por uma trupe de atores, dançarinos e cantores infanto-juvenis – “Tarzan – O Homem da Selva”, produzido a partir da versão clássica de “Tarzan” pelos estúdios Disney, incluindo sua premiada trilha sonora, composta por Phil Collins, com as respectivas letras traduzidas para o português.

A partir de um timing acelerado que não prejudica a compreensão da história, o musical, divertidamente coreografado por Rodrigo Marcell, resume a história do bebê humano adotado por uma mamãe gorila, logo após a perda de seu filhote que fora atacado pelo leopardo Zabur, personificado por Beatriz França com toda a suavidade e beleza de uma fera felina. A história, em dois tempos, apresenta Tarzan na sua fase infantil interpretado por Higor Castro e coadjuvado por seus descolados parceiros – a gorila Terk, incorporada por Cynthia Amaral; e o elefante Tantor, por Gabriel Felipe, que por sua vez, comanda a animada manada mirim que percorre os corredores da sala de espetáculos até se posicionarem no palco, cantando e coreografando “Um Elefante Incomoda Muita Gente” e estimulando, a já esperada, autêntica participação do público infantil. Da mesma forma que o figurino de Simone Silva e o visagismo de Rodrigo Fernando caracterizam deliciosamente os animais, ainda filhotes, a fase adulta de Tarzan é ancorada em valores estéticos contemplando tais recursos cênicos complementares de forma muito bem concebida e elaborada. Enquanto que Ruan Victor, adequadamente selecionado pela sua compleição física atlética, assume um Tarzan selvagem, de corpo e alma, Nathália Bazoli encarna uma bela, doce e civilizada Jane. Tal contraste é retratado pelo primeiro encontro entre os dois personagens sob a manifestação de todos na plateia diante do cômico confronto entre os dois mundos. Menção muito bem merecida à direção de movimentos que se reflete no desempenho de todos os símios e que, em função do numeroso elenco, o Circuito Geral se limita a expressar o seu reconhecimento através do trabalho corporal de Luciana Soares e de Gustavo Guimarães, literalmente, na pele de Kala e Kechark. Outro destaque para a coreografia ao som da música “Trashin’ The Camp” fazendo com que todos queiram dançar junto com os carismáticos personagens.

O roteiro toma a liberdade de inserir novos personagens – Janete, mãe de Jane, interpretada por Barbarah Pitangui e Bah, uma espécie de guia local, por Duda Félix – em substituição a personagens da versão clássica. Janete e Bah, juntamente com o viril e inescrupuloso caçador Kleiton, interpretado por Ruan Baldissara, compõem a expedição que, num primeiro momento, se embrenha na selva visando ao estudo da vida dos gorilas. A atual versão também concede, ao antagonista, um final contemplando uma pena mais branda pelos seus erros, poupando, de forma coerente, os espectadores mirins do trágico final que lhe é imposto originalmente.

Produtora da Cia de Teatro Fazart e responsável pelo roteiro e pela direção do espetáculo, Grazi Luz inicia, com “Tarzan – O Homem das Selvas” – em cartaz até o dia 26 de julho – uma série de seis peças integrantes do Festival
Fazart de Teatro Infantil, que será apresentada até o final do mês de novembro de 2015 no Teatro Fashion Mall, no Rio de Janeiro.

Fotos do Espetáculo- Fan Page - CircuitoGeral

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