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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A Dama Dourada






Final instigante

“Arte lapidada e reluzente” – dessa forma, o Circuito Geral encara a película “A Dama Dourada” que, de forma atual, reproduz a desgraça pós-guerra com perseguições, extermínios e roubos de bens valiosos dos judeus, dentre eles, uma famosa pintura do artista plástico Gustav Klimt que retrata a aristocrata Adele Bloch-Bauer - denominada “Woman in Gold”, por sua vez, ‘confiscada’ da família Bloch-Bauer – primeiramente, pelos nazistas. O roteiro faz parte das lembranças de Maria Altman - brilhantemente interpretada por Helen Mirren - que se empenha em reaver a obra de arte, através de um processo contra o governo austríaco, defendendo a tese de que a tela pertence à sua família.

Ryan Reynolds impregna, com beleza e humanidade, o papel do advogado Randol Schoenberg que, apesar de sua inexperiência, mas com seu idealismo nato, consegue vislumbrar um lampejo de esperança na luta de Helen contra o governo da Áustria.

A direção de Simon Curtis redesenha extraordinariamente a década de 1980 para apresentar a história verídica, com base no livro da jornalista Anne-Marie O’Connor.

“A Dama Dourada”, além de presentear o espectador com um final instigante, o atinge com a arrogância, a prepotência e a presunção daqueles que, mesmo cientes de seus erros, são capazes de se manterem convictos e partidários do indefensável.


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