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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Godspell



Unificando um ponto de vista doutrinário para mostrar a diversidade humana

A partir de um elenco que agrega ao seu currículo, o canto, a dança e a dramatização, a direção de João Fonseca leva, ao público, “Godspell” - espetáculo musical que transforma as parábolas do Evangelho de São Matheus numa mensagem de amor e paz, como apregoada nos anos 70 – numa demonstração de capacidade em lidar com jovens e talentosos atores e de gerar uma produção homogênea sob o ponto de vista técnico e artístico.  

O produto final também conta com o profissionalismo de Tony Luchessi, responsável pela direção dos números musicais, e de Victor Maia à frente da coreografia, que colaboram positivamente no desenrolar do roteiro e, consequentemente, no desempenho de cada um dos personagens. Da mesma forma, o desenho de luz assinado por Luiz Paulo Neném, se enquadra como um recurso técnico que atende, na medida certa, o que se propõe o espetáculo, promovendo bons momentos visuais, principalmente no segundo ato, quando se torna essencial para o final já conhecido por todos - a crucificação do Messias.

Apesar de seu caráter amador, num primeiro momento, devido ao empenho de toda a ficha técnica, “Godspell” conquista o status de produção profissional, no Teatro Ipanema, até o dia 23 de agosto de 2015. Tal sucesso se deve à competência e à maturidade da produção, desde a escolha da obra de Stephen Schwartz e John-Michael Telebak, passando pelo esforço pessoal de cada membro da equipe em doar ao espetáculo o melhor de si, pelo empenho na introdução de uma banda, ao vivo, composta por teclado, guitarra, baixo e bateria, e pelo brilhante enxerto de sucessos musicais consagrados de Beyoncé, Adelle, Sia e Sam Smith que, na atual versão, fazem toda a diferença.

No palco, “Godspell” se resume a doze artistas que, em cena aberta, passam preceitos religiosos essenciais, sem transformá-los em regra geral, unificando um ponto de vista doutrinário para mostrar a diversidade humana, onde, o verbo amar, não passa despercebido.

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