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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Hitman: Agente 47



Tenta aliar, ao máximo, a estética do game à seriedade do cinema


Tomando as palavras do provérbio que diz que uma coisa é uma coisa e que outra coisa é outra coisa, o Circuito Geral chama a atenção para o fato de que “Hitman: Agente 47”, de 2015, nada tem a ver com o anterior “Hitman”, de 2007, tratando-se de histórias distintas, sem qualquer ligação entre elas, a não ser pelo roteirista de ambas - Skip Woods.

Nesse novo filme, dirigido por Aleksander Bach, o agente 47 é estrelado por Rupert Friend - que dá um ar mais suave ao ser geneticamente modificado e desprovido de qualquer vestígio de sentimento. A atual versão incumbe o agente 47 de acabar com uma corporação que almeja formar um exército de assassinos a partir da mesma técnica de manipulação genética de seres pela qual passou o protagonista. Para isso, a corporação precisa encontrar o geneticista criador e responsável pela implantação descontinuada do projeto. A partir de um roteiro dinâmico, característico dos filmes de ação, e de uma história que não exige conhecimento prévio do game no qual se baseia o filme, “Hitman: Agente 47” presenteia os espectadores com uma excelente fotografia - a partir das quais, as cenas de morte são trabalhadas de tal forma que mais parecem uma obra de arte, e não meras imagens de violência gratuita; com uma poderosa trilha sonora de Marco Beltrami; com uma artística coreografia marcial como um espetáculo à parte; e com as deslumbrantes tomadas cênicas em Cingapura.

“Hitman: Agente 47” pode não ser o início de uma franquia nos moldes da frustrada tentativa em 2007, mas num primeiro momento, mesmo como produção única, tenta aliar, ao máximo, a estética do game à seriedade do cinema.


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