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sábado, 22 de agosto de 2015

Linda de Morrer

















Só mesmo um milagre para salvar o filme

Glória Pires, como uma renomada dermatologista, promete abalar a indústria da beleza feminina com sua grande descoberta - uma pílula capaz de eliminar a celulite. O nome da droga é tão “criativo” quanto o roteiro do filme - Milagra.

A partir da concepção de tal argumento, só mesmo um milagre para salvar o filme, sob a direção desfocada e mediana de Cris D’Amato, cujo roteiro, assinado por  Carolina Castro e Marcelo Saback, beira à chanchada, e estrelado por um clã de artistas de ponta mal aproveitados e visivelmente desconfortáveis em seus desempenhos. O sincretismo apelativo cruza o candomblé e o espiritismo em prol do riso fácil, frustrado pela fragilidade do apelo cômico, levando a tentativa beirar o constrangimento – fazendo com que “Linda de Morrer” seja apenas uma droga que infelizmente não tem o mesmo efeito colateral do fármaco “milagroso”, naqueles que conseguem achar algo de risível no filme.

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