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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Lisbela e o Prisioneiro – um musical circense
















O circo chegou!


A partir do texto de autoria Osman Lins e da adaptação e supervisão geral de Francisca Braga, “Lisbela e o Prisioneiro – um musical circense” assume um belíssimo formato para o palco, eminentemente regional e lúdico, em decorrência de uma zelosa e dedicada pesquisa e de um afinado trabalho de equipe, dirigido por Dan Rosseto e Ligia Paula Machado.

A história, singela mas cheia de graça - de um artista de circo que se apaixona por uma moça comprometida às vésperas de seu casamento, tornando-se prisioneiro desse amor mútuo - é contada em meio a uma diversidade de números circenses concebidos e coordenados por Roger Pendezza, que toma como paradigma o artista mambembe brasileiro. No palco, um autêntico picadeiro de circo itinerante, cujo engenhoso projeto cenográfico, de autoria de Kleber Montanheiro, é responsável pela plástica e equilíbrio visual das performances acrobáticas, coreográficas e ginásticas rítmicas – idealizadas por Ligia de Paula Machado. Responsável pela definição do repertório musical, Francisca Braga possibilita a atualização sonora e interpretativa de sucessos consagrados, segundo apaixonantes arranjos assinados pelo maestro e diretor musical Dyonisio Moreno, que ousa mesclar instrumentos musicais com eletrônicos, dando uma leve vestimenta pop rock às músicas regionais. Como um pintor de telas com proporções de bocas de cenas, Montanheiro também assina o desenho do figurino – a partir de uma releitura atualizada do clássico circense porém, com a mesma força da simplicidade dos materiais regionais - e pincela todos os layers cênicos com seu design de luz explosivamente cromático.

O musical circense tem início com a música “Sonhos de um Palhaço” de Antônio Marcos, interpretada por Luiz Araujo - Leléu, seguida por Ligia Paula Machado - Lisbela, apresentando um deslumbrante balé circense, entoando a música “Purpurina” - de Gaúcho Jerônimo Jardim, superando, em muito, a sua versão original. Durante todo o espetáculo, a plateia é testemunha da competência e do profissionalismo dos demais atores que compõem o elenco de “Lisbela...” – Beto Marden, Millene Ramalho, Nill de Pádua, Jonatan Motta e Milene Vianna, cujos desempenhos são imersos nas versões poéticas dos seguintes sucessos consagrados da MPB: “Rosa” - de Pixinguinha; “Foi Deus Quem Fez Você” - de Luiz Ramalho; “Céu de Santo Amaro” - de Caetano Veloso; e “Somos Todos Iguais Nesta Noite” - de Ivan Lins, dentre outras, musicalizados pela guitarra e pelo violão de João Paulo Pardal, pela flauta de Renan Cacossi, pelo piano de Maristela Silvério, pelo violino de Jonatan Motta, pela bateria de Azael Rodrigues, pelo o acordeon de Daniel Warschauer e pelo baixo de Augusto Brambilla. A diluição da trupe de acrobatas formada por Lucas Garavatti, Roger Pendezza e Tarik Henrique, em meio ao dinamismo do elenco e à embriagante sonoridade da banda, é responsável pela liga lúdica e específica do espetáculo circense e transforma os desempenhos individuais num complexo uníssono, no estilo grande produção.

Diante da promessa do projeto “Lisbela e o Prisioneiro” ficar em cartaz até 2017, com temporadas previstas em diversas cidades brasileiras, o Theatro Net Rio cumpre o dever de anunciar que, em sua sala de espetáculos, “o circo chegou”, mas vai embora, em breve, tão logo termine a sua curta temporada no Rio de Janeiro, no dia 30 de agosto de 2015. 

www.circuitogeral.com


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