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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Salute to Sinatra



Emana requinte

Noite de 10 de agosto de 2015 - o Circuito Geral marca a sua presença no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e confere o talento do britânico Louis Hoover, considerado “O Sinatra do Milênio” pelos críticos americanos. Em “Salute to Sinatra”, o cantor esbanja todo o seu charme diante de uma plateia perplexa pela sua aparente semelhança com aquele, também reconhecido como “The Voice”.

O palco emana requinte, estampando “The Hollywood Orquestra”, evidenciando, através de criterioso projeto de luz cênica, o teclado, as cordas, os metais, os tambores e as respectivas partituras. Os galantes músicos, ao primeiro preciso sinal do maestro Chris Dean, dão início ao espetáculo e anunciam a entrada de Louis Hoover, cantando “Almost Like Being In Love” de Frederick Loewe e Alan Jay Lerner. É evidente o zelo da produção para com o que mais importa para o público – o glamour da era das grandes orquestras através do instrumental e a interpretação de “Frankie” na voz de Hoover. Para isso, a equilibrada incidência da luz cênica, não privilegia gregos ou troianos, mas são tratados de forma quase homogênea – hora lancetados por fachos de luz cerúleos, hora banhados por difusões lumínicas escarlate, magenta, verdejante e alva, em meio a uma atmosfera esfumaçada. Homenageando o astro, de tempos em tempos, uma esplendorosa chuva de estrelas pontilha o fundo infinito negro do palco.

Abrindo mão de qualquer formalidade, Hoover conquista imediatamente o público presente. Ao interpretar “All The Way” de Jimmy Van Heusen e Sammy Cahn, arrebata os corações daqueles que ainda se deixam idolatrar o artista, como uma manifestação saudosista dos tempos em que Sinatra se apresentava às multidões em carne e osso. O cantor atinge todos, de forma certeira, ao homenagear os cariocas com “The Girl From Ipanema” de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e torna a noite ainda mais sofisticada cantando Cole Porter – “I’ve Got You Under My Skin”. Hoover esbanja talento e carisma a cada canção interpretada e habilidade ao manter o público atento a cada gesto ou brincadeira de sua parte. Em dado momento, sentado próximo ao teclado, saboreia uma dose de whisky, como se totalmente à vontade em meio a amigos. No vácuo desse clima de descontração, parte para “Let Me Try Again”, de Paul Anka, provocando comoção geral, tamanha a carga emotiva com que a canção é interpretada como, da mesma forma, “Night And Day”, de Cole Porter.

Ensaiando o “grand finale”, o carismático intérprete transporta a plateia para o mês de janeiro de 1980, quando Frank Sinatra, no Estádio do Maracanã, insere Ari Barroso em sua paleta musical com “Aquarela do Brazil”, segue com “New York, New York, de John Kander e Fred Ebb e define com “My Way”, de Paul Anka, o encerramento do deslumbrante espetáculo que, não é agraciado com um bis, mas que deposita em cada um dos espectadores, o brilho de “Old Blue Eyes”. Salute, Hoover!














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