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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Vanya e Sonia e Masha e Spike


Um agradável e nostálgico humor

A simplicidade e a inocência contida no espetáculo “Vanya e Sonia e Masha e Spike”, carrega consigo um agradável e nostálgico humor, que nos remete aos clássicos de teatro e de cinema, envolvido num texto criativo de Christopher Durang e traduzido por Bianca Tadini e Luciano Andrey. O elenco composto por Marília Gabriela, Elias Andreato, Patrícia Gasppar, Bruno Narchi, Teça Pereira e Juliana Boller em sintonia fina com a história, oferece bons momentos de diversão.

O cenário de Attilio Baschera e Gregório Kramer dá as boas vindas aos espectadores que contemplam a montagem cromaticamente esfuziante, mas com ares de um ancestral teatro infantil televisivo – na ocasião, ainda em preto e branco. O som de avezinhas cantarolantes define um ar bucólico à boca de cena tomada por uma casa com quintal frontal ajardinado, remetendo todos da platéia a um lugar que pertence às mágicas cenas de histórias da carochinha, atmosfera dissipada a partir do  momento em que os moradores da casa se apresentam em cena: a depressiva Sonia – interpretada por Patrícia Gasppar, e seu afetado irmão Vanya – por Elias Andreato. O desenho de luz multicolorido de Ney Bonfante alegra e agrega alto astral ao espetáculo, conseguindo fazer com  que o espectador não perca o fio condutor de cada personagem, em suas várias nuances que se abrilhantam pela iluminação competente. O figurino de Theodoro Cochrane acompanha a qualidade exigida pela direção de Jorge Takla, tornando-se ferramenta cênica fundamental para o melhor entendimento da essência de cada um dos papéis. A quase imperceptível sonoplastia de Fernando Fortes toma vulto e se faz presente de forma linear, não induzindo as reações do espectador, mas se colocando apenas como fundo cênico.

O espetáculo “Vanya e Sonia e Masha e Spike”, é uma reunião de família com agregados e vizinhos – nestes dois últimos casos, seus espectadores.

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