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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ponte dos Espiões

Inefável 


A mais recente obra de Steven Spielberg – o thriller de espionagem, “Ponte dos Espiões” – tem como astro maior, Tom Hanks. O longa, baseado em fatos reais, contempla a guerra fria entre os Estados Unidos da América e a Rússia, deflagrada em 1957 e que se estende por um período de quase cinco anos.

Coadjuvando, Mark Rylance desempenha o papel do solitário morador do Brooklin, Rudolf Abel – um espião britânico, identificado como tal, descoberto pelas autoridades americanas, julgado e condenado à pena de prisão perpétua, em alternativa à cadeira elétrica, graças ao advogado James Donovan (Hanks), escalado por um grande escritório particular de advocacia para defendê-lo.

A partir do roteiro forte e conciso, de cunho moral e político, Spielberg, habilmente cria uma composição que, mesmo diante dos absurdos da guerra, consegue tirar emoção de quem assiste a película.

“Ponte dos Espiões” torna-se inefável – talvez pelo fato de que, hoje em dia, o mundo ambivalente escuro e frio localizado do outro lado da ponte, com suas fronteiras ideológicas, que mais representam um estopim para conflitos violentos, não conta com a consciência civil do admirável personagem de Hanks. 


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