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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Quero Ser Ziraldo


As cores diferentes sempre se encaixarão no arco-íris


Seis crianças amigas – cem por cento conectadas à internet, usuárias de smartphones e fanáticas por brinquedinhos geeks que só se validam com a parceria de uma banda larga ou de um sistema 4G que se prezem – são as protagonistas do descompromissado texto de Luiz Estellita Lins, que coloca em pauta a fragilidade do mundo infanto-juvenil desprovido de tal tecnologia, tão inserida na rotina diária de todos.

Mas como, de fato, essas crianças se divertem? – pergunta que se confunde com outros questionamentos do imaginário infantil com intensidade inimaginável – “O que eu quero ser quando crescer?”

A partir dessa premissa, Fernando Philbert lança a sua direção concreta e visionária no desabrochar de alguns personagens das obras de Ziraldo – Zélen, o menino da lua; Flicts; Super-Mãe; Super Vó; Astronauta; e Rosa, dentre outros. A ambientação para o desenrolar da história é ludicamente definida por Natália Lana, cujo projeto cenográfico é alusivo ao quintal de uma casinha ou, até mesmo, a uma pracinha com balanço, na qual os amigos se reúnem para brincar – um lugar mágico, onde a imaginação é desprovida de limites. O figurino de Alessandra Padilha contempla as cores e a leveza dos personagens, sem que com isso, apresente um trabalho rotulado pelo clichê infantil. O desenho de luz assinado por Vilmar Olos produz o “faz de conta” no palco e o transporta para a mente das crianças e de seus acompanhantes, que viajam com os seis amigos e vivenciam toda a história a cada facho de luz, com muita empolgação, como se aquele mundo fosse formado somente por luz e música, embalada pela contagiante e adequadamente pueril trilha sonora original, de autoria de Mart'nália e Maíra Freitas.


“Quero Ser Ziraldo” é uma grande brincadeira onde todos se divertem e saem do teatro com pelo menos uma lição: as cores diferentes sempre se encaixarão no arco-íris, pois, o respeito ao próximo é o mínimo que se pode esperar das pessoas que enxergam o mundo somente em preto e branco.

“Quero Ser Ziraldo” é uma grande brincadeira onde todos se divertem e saem do teatro com pelo menos uma lição: as cores diferentes sempre se encaixarão no arco-íris, pois, o respeito ao próximo é o mínimo que se pode esperar das pessoas que enxergam o mundo somente em preto e branco. 


2 comentários:

  1. Muito obrigado pelo comentário tão atencioso. Um grande incentivo!

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  2. Tenha no Circuito Geral mais um veículo de divulgação para seus projetos. Sucesso!

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