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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Vai que Cola - O Filme


Pode não agradar o espectador dotado de baixa estima

O sitcom “Vai que Cola” ganha as telas do cinema, a partir do formato “o filme” e que permite, ao espectador, compreensão total do roteiro, mesmo que não acompanhe o programa exibido pela TV por assinatura.

Pegando pesado no estereótipo, a direção de César Rodrigues qualifica o filme como uma comédia seletiva, que pode não agradar o espectador dotado de baixa estima, que possa vir a se identificar com algum personagem e que seja incapaz de rir de si mesmo – dessa forma, “Vai que Cola”, não vai colar.

Consciente de seu livre arbítrio, o espectador optará por assistir um festival de piadas deselegantes, provocativas e socialmente segregadoras. A história gira em torno de Valdomiro Lacerda – interpretado por Paulo Gustavo – que, após participar de uma falcatrua na empresa da qual era sócio, abandona temporariamente a ostentação do bairro do Leblon e vai morar numa pensão no Méier, a qual, por total falta de manutenção e por outros motivos adversos, é interditada pela Defesa Civil, fazendo com que Lacerda e os demais moradores da pensão se abriguem na sua cobertura do Leblon.

Composto por um elenco repleto de estrelas do humor – Cacau Protásio, Fernando Caruso, Marcus Majella e Samantha Schmutz contracenam, descontraidamente, com Catarina Abdala, Emilano D’Avilla e Fiorella Mattheis, permitindo que Paulo Gustavo transite confortavelmente na trama com seu personagem preconceituoso e egocentricamente inflado.

O humor de “Vai que Cola” é para ser amado ou odiado – sem meio termo. O motivo de tamanho sucesso do sitcom em TV por assinatura pode ser imputado à facilidade e a sinceridade que o filme transmite para o público.

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