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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Festival Natura Musical 2015


Uma tempestade de ovações

Domingo, 29 de novembro de 2015, em meio a uma tarde chuvosa na praia de Copacabana, a temperatura se mantém elevada, em pleno posto 2 da Princesinha do Mar, por conta da quinta edição do “Festival Natura Musical”, pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro.

Respeitando o horário programado para seu início e contemplando uma programação eclética e de qualidade inquestionável, o Festival tem sua abertura decretada pela cantora carioca Karla da Silva, que apresenta as músicas do seu primeiro CD – “Quintal”. Enfrentando corajosamente a nebulosidade que já começa a encobrir o Corcovado, Karla da Silva e sua banda se mantém firme como um sinaleiro em alto mar, como chamariz de uma promissora plateia tarde a dentro, finalizando com “Fé”, Tempero e Amor” e “É D’Oxum”.

Dando sequência à programação do Festival, Tulipa Ruiz empolga a areia e a transforma em uma gigantesca pista de dança ao som de “Prumo” e de “Proporcional”, além de homenagear a cantora de axé – Sarah Jane. Diante da coreografia individual do seu grande público ao comando de suas músicas, Ruiz presencia o céu lavar as areias da praia, sem que isso afaste a plateia até o final de sua apresentação, sequer durante o entusiástico e aclamado show do rapper Emicida, que fecha a tarde do Festival com o acompanhamento uníssono do público, cantando “Casa”.

Sob a benção de uma trégua nas adversidades climáticas que aplaca a Cidade Maravilhosa, nesse fim de tarde, sob a forma de garoa, Chico César deflagra a sua apresentação com “Beradêro” e “Caninana”, importando o som do nordeste diretamente para a praia de Copacabana, enquanto contempla o seu público no embalo de “Palavra Mágica”. Cesar dá sequência ao seu show com “Da Taça” e ”Onde Estará o Meu Amor”, imbuídas de uma vestimenta em estilo beirando à “sofrência” e presenteia a plateia praiana com seu convidado especial – o cantor Marcelo Jeneci, que traz consigo a chuva, ainda mais intensa, ao entoar “Felicidade”.

Sob o véu da noite, o palco Natura Musical brilha com a atração principal do Festival – a cantora Gal Costa, que arrebanha uma cota adicional de espectadores para a pista de areia, sob ininterrupta e insistente garoa, da qual seus fãs se protegem – alguns com guada-sóis, outros com guarda-chuvas, alguns outros com capas de chuva e, a grande maioria, sem qualquer tipo de abrigo, numa demonstração de que pagam qualquer preço para presenciarem seu ídolo entoar, dentre outros sucessos, “Sem Medo Nem Esperança”.  A apresentação de Gal é delírio só, a partir de uma mescla de seus sucessos consagrados – como “Não Identificado” e “Baby” – com lançamentos do CD “Estratosférica” e da exposição de sua faceta rockeira com “Cartão Postal”, de Cazuza. Convidado especial de Gal, Milton Nascimento desempenha um duo com a estrela baiana ao som de “Paula e Bebeto”, e fecham a primeira edição carioca do “Festival Natura Musical” com “Fé Cega, Faca Amolada” debaixo de uma tempestade de ovações e aplausos em uma noite em que a chuva não dá trégua.

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