Counter

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Macbeth – Ambição e Guerra


A entrega total ao poder

A degradação da natureza humana, a personificação do mal, a escuridão da alma e a entrega total ao poder – Justin Kurzel comanda a direção do acirrante “Macbeth – Ambição e Guerra”, imerso em latente, atual e tenebrosa atmosfera, do início ao fim da película.

Após uma vitoriosa batalha, três bruxas semeiam o desejo de poder e profetizam o reinado do nobre e ambicioso escocês Macbeth, incorporado, de forma impactante, por Michael Fassbender. Marion Cotillard, com sua Lady Macbeth –  trágica, cúmplice, mentora e não menos ambiciosa que seu marido – faz com que, após o assassinato do rei Duncan (David Thewlis) pelas mãos de Macbeth, a história desça por uma espiral que desenha uma série de crimes para encobrir o primeiro. A frieza, o autoritarismo e a cegueira pelo poder fazem com que o roteiro de Todd Louiso e Michael Lesslie adapte-se de maneira objetiva à obra de Shakspeare, injetando dinamismo ao contar uma das mais importantes peças do dramaturgo inglês. A trilha sonora de Jed Kurzel é crescente e sufocante, legitimando a tragédia que toma toda a sala de projeção. A fotografia de “Macbeth – Ambição e Guerra” define o forte teor de violência impressa pela tirania de um Rei - um filme que contraria a essência das palavras do próprio tirano: “É uma estória contada por um idiota cheia de som e fúria que nada significa. Nada!"


Nenhum comentário:

Postar um comentário