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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A 5ª Onda


Meros mortais da atualidade

“A 5ª Onda”, sob a direção de J. Blakeson, revela a desaceleração das séries de livros do gênero direcionado aos adolescentes.

O livro, de autoria de Ricky Yancey, conta a história de uma jovem norte-americana, no momento em que o planeta Terra é submetido ao ataque de seres alienígenas, arquitetado em cinco ondas de ataques, visando a extinção de toda a raça humana. Blakeson abusa dos clichês e das caras e bocas incomuns em um filme de ficção científica digno de ser levado à sério.

Chloe Grace Moretz assume a incumbência de colocar veracidade na protagonista Cassie Sullivan, agindo, instintivamente, como a jovem que se torna órfã durante as sequências iniciais da película e que perde o ônibus que o exército disponibiliza para que todos os jovens sobreviventes daquele ataque inicial sejam levados para um lugar “mais seguro” – dentre eles, seu irmãozinho caçula – deflagrando uma obsessiva busca da protagonista pelo pequeno Sammy Sullivan, interpretado por Zackary Arthur. “A 5ª Onda” se mostra ainda mais superficial quando aposta no triângulo amoroso composto por Ben Parish e Evan Walker, interpretados por Nick Robinson e Alex Roe.

O roteiro, embora realizado a seis mãos, é incapaz de se aprofundar em uma história amadurecida sobre o ecossistema, a sociedade e o poder, preferindo apostar na falta de discernimento de alguns jovens, que não deixarão de curtir as madeixas de Chloe, o corpo sarado de Roe, a carinha bonitinha de Walker e a espera pela sequência de uma possível franquia – reações típicas de uma significante fração de jovens meros mortais da atualidade.

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