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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Orgulho e Preconceito e Zumbis


Expectativa de que algo lógico e inteligente possa ser apresentado

Uma história, cujo início se dá com a eclosão de uma misteriosa e fulminante praga, transformando todos os contaminados em mortos vivos que mantém a capacidade da fala, o poder da palavra e a total consciência do que se tornaram – personagens e boa parte dos diálogos extraídos da obra literária de autoria de Jane Austen, transportados para o roteiro de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, assinado por Burr Steers, também responsável pela direção da película.

Em meio à ascendente comunidade de novos seres, constata-se o desenvolvimento de dois gêneros de zumbis – os que comem cérebros humanos e os que dão preferência a cérebros de porcos, devido a dogmas religiosos. Lily James, Sam Riley, Matt Smith e Bella Heathcote convencem nos papeis que retratam a Aristocracia Britânica, mas são incapazes de amenizar a narrativa lenta e exaustiva.

“Orgulho e Preconceito e Zumbis” apresenta indícios de que fora trabalhado visando a ser levado a sério. Fato contraditório, a faceta cômica, que poderia ter sido mais evidenciada na película, se esvai na expectativa de que algo lógico e inteligente possa ser apresentado ao espectador, tomado pelo torpor do sono – possivelmente, em função da metragem ter sido concebida de forma excessivamente longa.

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