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quinta-feira, 31 de março de 2016

Visões do Passado


Sem identidade de gênero como película

Durante os primeiros minutos de “Visões do Passado”, Michael Petroni manipula o mistério contido no longa sob sua direção, instigando o espectador a se antecipar frente ao desenrolar do roteiro.

Adrien Brody convence no papel do psicólogo Peter Bower, acometido por fortes perturbações pelo fato de sua filha ter sido vítima fatal de um atropelamento. Após essa ocorrência, Bower passa a receber, de forma inexplicável, diversos pacientes tomados por uma série de problemas coincidentes entre si.

A bem aplicada densidade sombria de “Visões do Passado” não consegue se sobrepor ao roteiro indeciso e sem identidade de gênero como película – em uma hora, drama, noutra, suspense, depois terror e, por fim, policial.

A fórmula confusa de “Visões do Passado”, ao redirecionar os acontecimentos em busca de reviravoltas mirabolantes e inesperadas, torna os momentos de expectativa em passagens enfadonhas e sem muita credibilidade, a ponto de fazer com que o espectador ponha a história em segundo plano e salvaguarde a chamada do filme – “Os Mortos Nunca Esquecem” – valorizando, por esse motivo, o fato de ainda continuarem vivos.

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