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domingo, 3 de abril de 2016

Batman Vs Superman - A Origem da Justiça


Promessas futuras


Com motivações que culminam em promessas futuras, um roteiro dedicado apenas a administrar os protagonistas, deixando de mão os coadjuvantes, o vilão e a mocinha, o blockbuster “Batman Vs Superman - A Origem da Justiça” é lançado como um veículo relutante às histórias lineares e, com isso, abusa dos flashbacks, sonhos, alucinações, pesadelos e simbolismos, beirando ao filosófico.

A direção de Zack Snyder agrada pela estética sombria e destrutiva, durante quase todo o filme, enquanto que a histriônica trilha sonora de Hans Zimmer atinge uma sonoridade própria de um épico. No elenco, Ben Affleck desenvolve nuances de sentimentos dignos de um Bruce Wayne; Henry Cavill aparenta clamar por um roteiro menos rebuscado para o seu Clark Kent; Jesse Eisenberg frustra ao encarnar Lex Luthor com características nítidas de um Coringa, parindo um personagem afetado e sem carisma; Gal Gadot, como Mulher Maravilha, impacta os fãs dos DC Comics desde a sua entrada em cena, como se o seu status suplantasse aos dos protagonistas que, em momento algum, foram ovacionados pelo público presente na sala de projeção, da mesma forma que Amy Adams e a sua inexpressiva Lois Lane.

A extravagância de “Batman Vs Superman - A Origem da Justiça” exige um processo estratégico de meditação para se chegar a concentração necessária que visa ao entendimento da futura composição da Liga da Justiça.

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