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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Invasão a Londres


Entretenimento eletrizante e satisfatório

Sem uma trama elaborada capaz de, realmente, surpreender o espectador, o filme “Invasão a Londres”, também não demonstra qualquer esforço em criticar, de forma relevante, os conflitos políticos da atualidade e joga todas as fichas na ação. Logo nos primeiros minutos de projeção, o inexplicado, até aquele momento, anúncio da morte do Primeiro-Ministro Britânico, detona uma série de clichês que envolvem problemas familiares, vingança pessoal, o bem e o mal e o patriotismo exacerbado, transformando o filme em um entretenimento eletrizante e satisfatório, em função das cenas de ação – com muitos tiros, explosões, perseguições e muito heroísmo.
Gerard Butler é o ator perfeito para o papel – corpulento, másculo, cara de herói – e a quem o roteiro presenteia com sacadas irônicas divertidas. Morgan Freeman, como o vice-presidente dos Estados Unidos da América, é eficiente e ajuda, em muito, a promover uma lógica coerente no plano terrorista, que tem como objetivo exterminar os principais líderes mundiais que vão ao funeral do Primeiro-Ministro Britânico, na cidade de Londres.
O roteiro de Katrin Benedikt, elaborado a partir de um modelo, já há muito, batido, consegue dar fôlego à direção do iraniano Babak Najafi, contudo, sem maiores novidades.
“Invasão a Londres” é um filme previsível, onde até o vilão não é levado à sério pelo espectador, mas diverte como se os cinéfilos estivessem em um game de diversas fases e faces da violência, em nome de uma nação.

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