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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Mogli - O Menino Lobo


Um objeto de reflexão sobre os novos tempos

Uma coleção de histórias de autoria do escritor indiano Rudyard Kipling dá origem, em 1894, ao livro intitulado The Jungle Book, que se torna fonte de inspiração para a produção e lançamento, em 1967, do décimo-nono filme de animação pela Walt Disney Animation Studios - Mogli - O Menino Lobo, sob a direção de Wolfgang Reitherman.

Em 2016, uma releitura do clássico é lançada nas telas de cinema, sob a direção de 
Jon Favreau que lança mão da tecnologia “live-action” como recurso de filmagem diante do único ser humano presente no longa – o ator mirim Neel Sethi, que assume o papel do menino lobo, de corpo e alma, como um veterano, em meio a fantásticos, carismáticos e assustadores animais concebidos com base nos originais animados – agora, totalmente digitalizados. A magia da produção fica por conta da Moving PictureCompany que dedicou mais de 800 artistas de computação gráfica, durante mais de um ano, para viabilizar a animação de mais de 70 espécies de animais, pela elaboração de 100 milhões de folhas e pela simulação dos elementos naturais – a água, o fogo e a terra.

O atual roteiro, assinado por Justin Marks, realça o conflito entre a pureza e os perigos presentes na selva de forma tocante e ao mesmo tempo assombrosa. Dessa forma, “Mogli – O Menino Lobo” se enquadra dentre as produções se se configuram em mais do que um simples entretenimento, mas um objeto de reflexão sobre os novos tempos, a família, as amizades, a disciplina, a lealdade e a liberdade, a partir do conflito de um menino, adotado e criado em meio a uma alcateia e por uma pantera. Ainda menino, Mogli enfrenta a contrariedade do tigre Shere Khan, que não o aceita em convívio com os animais, pelo simples fato de considera-lo um predador em potencial, pondo em risco a vida na selva. Paralelamente, o menino lobo é cobiçado pelo Gigantopithecus, o Rei Louie – que comanda uma colônia de macacos selvagens – para que lhe seja revelado o segredo da “flor vermelha” – o fogo. Em meio a todos os perigos existentes na floresta, a vida de Mogli também é ameaçada pela sensual cobra de olhar hipnotizante - Kaa.

A trilha sonora atual merece especial atenção, devido à nova roupagem dada às canções originais de 1967, que exercem o papel de transmitir a essência da história de forma sutil, com um toque de saudosismo , tal e qual foi feito com “The Bare Necessities” – “Somente o Necessário”, na versão dublada para o português, adaptada e cantada pelo rapper 
Projota e “I Wanna Be Like You” – “O Rei do iê-iê-iê”, pela voz de Thiago Abravanel, que a empresta ao personagem Rei Louie. Mas não somente imagens e músicas fazem de “Mogli - O Menino Lobo” uma produção surpreendente, mas também a qualidade da dublagem dos diálogos da versão em português a partir de um time de atores primeira linha aos quais, os dois artistas mencionados anteriormente se integram – Alinne Moraes é a sedutora cobra Kaa; Dan Stulbach, a íntegra pantera Bagheera; Julia lemertz, a doce e protetora loba Rakcha;Marcos Palmeira, o divertido urso Baloo; e Thiago Lacerda, o nefasto tigre Shere Khan – todos merecedores dos créditos, da divulgação e do reconhecimento pelos seus trabalhos, uma vez que, como dubladores, emprestam aos personagens, a sua voz, e como atores, dedicam a sua alma.

Presente na exibição da versão 3D dublada para a imprensa, no Cinepolis Lagoon – Rio de Janeiro, em 13 de abril de 2016, O Circuito Geral percebe a atual produção de “Mogli – O Menino Lobo”, como um trabalho dirigido não somente ao público infantil, mas também aos adultos de um modo geral e, em especial, aqueles que buscam estímulos externos para ilustrar e consolidar os conceitos que fazem das crianças, verdadeiros homens – independente das dimensões, da composição étnica e da localização de suas aldeias.

Link para a coletiva de imprensa e fotos com o elenco de dublagem: 
http://goo.gl/rg34ss

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