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segunda-feira, 11 de abril de 2016

The History – A Tribute Show to ABBA


Bem no estilo anos 1970

Noite de 8 de abril de 2016 – o Teatro Bradesco Rio torna-se palco para uma homenagem ao grupo sueco ABBA, que tanto marcou os embalos da geração dos anos 1970 e 1980. Como se embarcados em uma máquina do tempo, a grande maioria dos fãs do grupo e apreciadores de seus hits, que hoje beiram ou integram a terceira idade, são contemplados com uma inesquecível viagem em meio a lembranças e emoções.

No pano de fundo do palco, brilha o nome do espetáculo: “The History – A Tribute Show to ABBA”, estrelado por Mari Moraes como Agnetha, Patricia Andrade como Anni-Frid, Jheff Saints como Benny e Diego Sena como Björn, que brilhantemente representam os integrantes originais do grupo através do desempenho no palco e da interpretação das músicas que ainda fazem parte da trilha sonora de muitas produções.

Atento a tudo que se passa, o Circuito Geral, presente na plateia, percebe o poder de persuasão dos integrantes do grupo e da respectiva banda que, embora sendo todos brasileiros, não permitem que a mística se quebre e comandam a apresentação e se comunicam com o público no idioma inglês. A meta pretendida é atingida com a imersão total da plateia através das lembranças e da interatividade dos espectadores, cantando e dançando ao som da música – uma lente de aumento sobre a realidade alternativa levada ao palco.

A abertura do espetáculo se faz com a projeção de imagens de shows, de clipes e de documentários sobre o grupo ABBA, preparando a entrada do quarteto e respectiva banda que projetam os primeiros acordes de “Summer Night City, seguida por “Knowing Me, Knowing You” e “Money, Money, Money”, ainda com uma plateia tímida em estado de transe beirando a apatia. Combatendo a inércia presente junto ao público, Agnetha dialoga com os espectadores, indagando se o amor se faz presente – prontamente respondido de forma positiva, em uníssono, abrindo caminho para a execução de “I Do, I Do, I Do, I Do, I Do”. A partir de então, a plateia reage como se tomada por estímulos sensoriais e passa a se comportar como se estivesse, de fato, em um show do quarteto sueco, demonstrando encantamento, alegria e interagindo com os artistas, como em “Ring, Ring” – que a faz levantar que exibir suas mãos para cima, coreografando a apresentação. Uma coletânea de algumas das principais canções como “Our Last Summer” e “Thank You For The Music” acelera o desempenho sobre a vasta produção do grupo ABBA e prepara os protagonistas para a troca de figurino, deixando a banda composta por Davi Fernandes, nos teclados; Glauco Almeida, no baixo; Cleber Soares, na bateria e Christian Coelho, na guitarra em um solo instrumental para manter a chama do público acesa até o retorno do grupo quarteto ao palco.

A beleza presente em “The Winner Takes It All” é potencializada pelo duo entre Benny e Agnetha, que provocam um frenesi coletivo ao descerem do palco, acompanhados por Anni-Frid e Björn, e ao se lançarem em calorosos cumprimentos junto aos espectadores, descontraindo e inflamando ainda mais o espetáculo ao entoarem “The Name of The Game”. A tentativa de despedida com “Waterloo” se faz inconsistente com a plateia de pé, que se manifesta silenciosamente, demostrando recusa em abandonar a sala de espetáculos sem que ouçam a canção mais esperada da noite – “Dancing Queen”, cuja execução transforma todo o espaço em uma enorme discoteca, bem no estilo anos 1970. 


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