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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Zoom


O surreal se posiciona no limiar da viabilidade, no âmbito da ficção

Estreante na cadeira da direção cinematográfica, Pedro Morelli assina o longa metragem “Zoom”, dando-se o direito ao abuso do experimental, projetando na telona uma história em quadrinhos no contexto de um livro que se mistura com o filme – uma verdadeira obra de ficção contada através da metalinguagem.

O roteiro desconstruído e desnorteado, de autoria de Matt Hansen, projeta Mariana Ximenes, Claudia O’Hanna, Allinson Pill,  Jason Priestley, Gael Garcia Bernal e Tyler Labine em uma dimensão onde atores brasileiros e estrangeiros são indiscriminada e naturalmente mesclados. A ótica clichê-brasileira aplicada aos atores exóticos, sequer o surreal consegue destruir, uma vez que o surreal se posiciona no limiar da viabilidade, no âmbito da ficção. Dessa forma, “Zoom” joga o foco no ser e descarta o não ser, de maneira plena e equilibrada, fazendo com que o espectador desenvolva a sua própria história e nela aplique o zoom necessário, sobre cada personagem, os quais, com certeza, nunca serão identificados por quem está fora das dimensões desse storyboard.

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