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sábado, 7 de maio de 2016

Infantaria


Em direção à saída de emergência

Inspirado nas situações do cotidiano e nas suas opiniões sobre assuntos atuais, Rafael Infante apresenta o stand up “Infantaria”, com texto de sua autoria, seguindo a linha de muitos espetáculos do gênero que se espalham em busca de risos fáceis, contemplando piadas e improvisos sobre políticos, cantores e personagens, muitas vezes, apresentando francos sinais de desgaste. Desnecessariamente, Infante lança mão, de tempos em tempos, de uma esquisita onomatopeia para sinalizar que algo está prestes a acontecer e indica o momento em que os espectadores devem se manifestar – e a maioria deles o faz, como se adestrada por uma claque, respondendo com risadas não genuínas e automáticas, se fazendo presente na plateia, independente da eficiência do texto como algo risível.

A direção de Tatiana Novais parece se apegar ao improviso, transformando a apresentação de Infante em episódio contemplando parca dramaturgia e teatralidade mediana que, juntamente com os números musicais ao longo da apresentação, só justificam a luminotecnia cênica como recurso através do qual são guiados em direção à saída de emergência.

Todavia, Rafael Infante tem, em seu favor, o carisma, a simpatia e a referência de sua imagem fora dos palcos que fazem de “Infantaria” um projeto a ser buscado por espectadores menos exigentes, que comparecem ao teatro como forma de assistir celebridades ao vivo e a cores, sem levar consigo, ao final da apresentação, algo que valha a pena reproduzir.

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