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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Rua Cloverfield, 10


Incógnitas a serem desvendadas

O curioso estilo de franquia sugerido, dando continuidade a “Rua Cloverfield, 10”, não define a atual produção como uma linhagem do filme lançado em 2008, “Cloverfield – Monstro”, de J.J. Abrahm – história de seis jovens que se refugiam de um ataque promovido por um monstro, na cidade de Nova Iorque. Em “Rua Cloverfield, 10”, uma jovem sofre um acidente de carro, acorda em um abrigo nuclear com dois homens que acreditam na ocorrência de um ataque ao mundo e que o cativeiro lhes garante a segurança necessária para a sua sobrevivência – apesar de que, nem mesmo o dono do abrigo, faz ideia do que, de fato, está ocorrendo.

A direção de Dan Trachtenberg, muito bem regida, lança todo o elenco em um desafiante jogo de interpretação: Mary Elizabeth Winstead – como Michelle, a suposta sobrevivente do ataque, se impõe desde a primeira cena quando, sem qualquer texto, apenas com suas expressões fisionômicas, traça um breve resumo de sua vida até aquele momento; John Goodman – com o seu dúbio Howard Stambler, que acredita fielmente na destruição do mundo; e John Gallagher Jr. – no papel de Emmett, que age com contrastante serenidade e equilíbrio frente à tensão que toma conta do bunker.

A gradativa construção de “Rua Cloverfield, 10” garante, a cada cena, uma resposta ao espectador, apesar de que, ao final da película, novas perguntas permanecem sem respostas – da mesma forma quando em “Cloverfield – Monstro”, ataque, agente e motivos permanecem, até hoje, como incógnitas a serem desvendadas.


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