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sábado, 25 de junho de 2016

God Save the Queen - Queen Forever


Alta qualidade de uma produção renovada em recursos técnicos de palco e em set list – frente à abrangente e extensa carreira do ícone da eterna banda britânica

A perfeita transfiguração dos integrantes do grupo musical argentino “Dios Salve a la Reina” – liberdade poética em referência ao hino usado em certos países dos Reinos da Comunidade de Nações, territórios e dependências da coroa britânica – “God Save the Queen”, título usado nas divulgações das turnês internacionais da banda – reproduz, espantosamente, a banda de rock inglesa Queen, fundada em meados de 1970, considerada como recordista internacional de vendas de discos. O mérito do sucesso da banda-tributo ao Queen se deve, desde a sua formação em 1998, ao impecável desempenho de Pablo Padín – como o vocalista Freddie Mercury, também no piano e no violão; Francisco Calgaro, como Brian May – na guitarra RedSpecial; Matias Albornoz – na bateria; e Ezequiel Tibaldo – no baixo, e se converte na mais importante banda do gênero, com atuações nos teatros mais representativos e importantes do mundo.

O Circuito Geral, presente na única apresentação do espetáculo “Queen Forever”, estrelado pela banda-tributo, no Teatro Bradesco Rio, na noite de 22 de junho de 2016, testemunha a indução de uma plateia a um sonho real, em meio a uma atmosfera esfumaçada, para a abertura e a tão aguardada presença de Padín, que presenteia os fãs do grupo Queen com seu Freddie Mercury entoando “Hammer To Fall”, levando todos ao delírio com seu vocal, instrumental e gestual, em impressionante semelhança com a lenda do Rock. No palco, a imagem de Mercury, também é relembrada pelos figurinos icônicos e vasta coleção de acessórios de cabeça tais como o boné com chifres, usado em suas apresentações ao vivo de “Another One Bites the Dust” e suas vestes femininas, em uma emblemática combinação de peruca Chanel com seu marcante bigode estilo Chevron, reproduzindo a irreverência do sucesso “I Want to Break Free”. Com a mesma expertise com que Padín encarna Mercury , Calgaro o faz junto a Brian May, deixando o público perplexo durante o seu solo de guitarra, imediatamente acompanhado pela bateria de Albornoz, abrindo caminho para que Padín extravase Mercury com uma pegada dançante , desempenhando “Living on my Own” e “Radio Ga Ga”, provocando reações diversas em uma plateia que não consegue se conter em estado contemplativo e, de pé, se põe a acompanhar o grupo com movimentos de braços e palmas ritmadas. Momento de profundo respeito e introspecção, encanto e nostalgia – e porque não dizer, um dos mais belos do show – o palco se recolhe a uma dramaticidade lumínica capaz de relaxar o sentido da visão e com Calgaro e Padín, acalentando o da audição, a partir da perfeita combinação de guitarra e voz, reproduzindo o clássico duo de May e Mercury quando do desempenho de “Love of my Life” – como ocorrido no Forum de Montreal em novembro de 1981 –  em uma formação espontânea de um coro público que, suavemente, se apresenta como “backing vocal”, em franco suporte ao canto de Padín. Ao contrário do aparente tom de despedida, indicando a finalização do espetáculo, “The Show Must Go On” ratifica a mensagem presente em sua letra e garante a continuidade de uma eletrizante viagem ao passado, com “Crazy Little Thing Called Love” – para legião dos testemunhos dos sucessos da banda britânica e para os marinheiros de primeira viagem que jamais compareceram a um show do Queen, mas que desfrutam de experiência incontestável, promovida por “God Save the Queen”.  Acalmando os incontidos ânimos da plateia naquele momento do espetáculo, Padín aguarda os primeiros acordes vocais que introduzem “Bohemian Rhapsody”, para dedilhar as notas iniciais do clássico em seu piano, soando como um desejo onírico e divino de todos os presentes, desejosos de que a noite não tenha fim. Chega o momento em que o bis toma o seu lugar de sempre e apresenta Padín com seu torso – tão semelhante ao de Mercury quanto o seu semblante – sensualizando o seu desempenho no palco que, imediatamente adornado por uma esvoaçante capa branca – como aquela usada pelo pop star em uma das cenas durante o histórico concerto do grupo Queen no estádio de Wembley, em Londres, em julho de 1986 – reencarnando o momento em que Mercury exorta a plateia a acompanhá-lo, em uníssono, na execução de “We Will Rock You”.

Finalmente, “We are the Champions” anuncia o término de “Queen Forever”, com a constatação e o endosso do Circuito Geral, quanto a alta qualidade de uma produção renovada em recursos técnicos de palco e em set list – frente à abrangente e extensa carreira do ícone da eterna banda britânica – e do desempenho de “God Save the Queen”, cuja turnê internacional 2016, homenageia o 25º aniversário da morte do eterno ícone da música mundial – Freddie Mercury.

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