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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Independece Day – O Ressurgimento


Como não vivemos em um mundo perfeito e invejado pelos ETs, lamentavelmente, teremos um pouco mais do mesmo

O futuro utópico desenhado em “Independece Day – O Ressurgimento” para o ano de 2016 – vinte anos após o primeiro ataque alienígena – contempla um Planeta Terra dotado de uma tecnologia de ponta muito além dos tempos atuais, e protegido por uma instituição global dedicada ao monitoramento dos céus contra ameaças extraterrenas, visando à preservação do espírito de união entre os homens e à tão desejada paz mundial.

A visão generosa de Roland Emmerich – que assina a direção dessa segunda investida dos ceifadores de planetas à Terra, conforme ocorreu em “Independece Day”, no ano de 1996 – projeta uma nave espacial com dimensões absurdamente continentais – dessa vez, trazendo consigo, muitas outras aeronaves e um forte armamento de destruição capaz dizimar a humanidade em um único dia terrestre – sem contudo, dar a entender o que, de fato, existe no interior daquela nave gigantesca. A lógica do roteiro se perde em meio a tantos efeitos especiais e aeronaves pilotadas por combatentes americanos, ainda muito futuristas frente à realidade do estágio atual do século XXI, rotulando a película como fantasiosamente grotesca, mais do que fictícia, afastando, dessa forma, qualquer lampejo de credibilidade frente à produção.

As batalhas, as explosões, as aniquilações em massa, as destruições monumentalmente catastróficas e as mensagens presentes em entrelinhas, quase subterrâneas, contemplando referências pseudo cômicas ao primeiro longa não fazem essa franquia merecedora de um terceira ato. Contudo, como não vivemos em um mundo perfeito e invejado pelos ETs, lamentavelmente, teremos um pouco mais do mesmo, muito em breve.


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