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quarta-feira, 22 de junho de 2016

O Caseiro


É reconfortante testemunhar o lançamento de uma produção que se empenha em desbravar caminhos que buscam uma nova linguagem para a temática do terror nacional.

“O Caseiro” – ambicioso projeto cinematográfico que transcende o confortável lugar comum onde o cinema brasileiro tem se acomodado, em meio a tantas comédias clichês, muitas vezes, sem dizer para o que veio, mas somente como veículo de panfletagem para atores, temporariamente, em evidência junto à mídia.

Julio Santi ousa ao optar pelo desenvolvimento de um roteiro sob a temática do terror e se entrega à direção do longa como um estudioso dos clássicos de horror. O elenco de “O Caseiro” é composto por: Bruno Garcia, no papel de Davi – um professor de faculdade, que é conhecido por ter escrito um livro sobre casos sobrenaturais, sob o olhar da psicanálise; e Malu Rodrigues, interpretando Renata – jovem que leva Davi à investigação de algo vem assombrando a casa de sua família, desde a morte de um antigo caseiro que cometera suicídio naquele local. Em meio aos sombrios mistérios que pairam sobre todos os envolvidos, são incluídos no suspense: o pai – cujo papel se mostra muito aquém da capacidade do ator Leopoldo Pacheco; e sua apática e inerte irmã – incorporada por Denise Weinberg. A trilha sonora e a fotografia se complementam e conferem a atmosfera assustadora sugerida pelo roteiro, sem, contudo, causar ranços de pavor no espectador – talvez pelo fato de Santi demostrar preferências pela banalização de subterfúgios já consagrados, consequentemente, sem maiores novidades.
Apesar de tudo, é reconfortante testemunhar o lançamento de uma produção que se empenha em desbravar caminhos que buscam uma nova linguagem para a temática do terror nacional.

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