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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Procurando Dory


Uma memória relevante, a ser consagrada no futuro, com base no “esquecimento”


Um mergulho no passado, o resgate histórias submersas do esquecimento e lembranças de momentos que se foram e que jamais se farão presentes da mesma forma estão presentes no longa de animação “Procurando Dory” – a segunda parte de uma franquia deflagrada por “Procurando Nemo”, lançada pelosos estúdios Disney e Pixar.

Enquanto que, em “Procurando Nemo”, o protagonismo da história é delegado ao pequeno peixe-palhaço, cujo nome intitula a película, “Procurando Dory” é protagonizado por um peixe fêmea da espécie cirurgião-patela – muito embora, já durante o primeiro filme, Dory rouba grande parte das cenas, garantindo para si, o estrelato da atual produção, sob grande expectativa por parte do seu público.  Uma das características mais marcantes de Dory é o fato de sofrer de perda de memória recente – distúrbio adotado pelo roteiro com extrema suavidade e elevada carga de humor, conferindo-lhe carisma e garantindo à película, hilariantes cenas nas quais toma parte. Na atual produção, a memória de Dory lhe traz à lembrança, flashes de cenas de sua família, a qual não tem contado desde pequena e cujo paradeiro, desconhece por completo. A partir de então, Dory parte em busca de seus pais e de um passado, caídos no esquecimento.  Em meio a tantas dificuldades em reter lembranças, Dory constata não estar sozinha frente à sua limitação, uma vez que, juntam-se a ela, durante a sua jornada, um polvo que, ao invés de oito, possui somente sete tentáculos, uma baleia branca macho que está convencido de que suas habilidades de ecolocalização não mais funcionam e um tubarão baleia fêmea acometido pelo distúrbio visual da miopia.

Nesse contexto, Andrew Stanton, como diretor e roteirista, constrói uma memória relevante, a ser consagrada no futuro, com base no “esquecimento”, visando à capacitação e à inclusão através do estímulo apresentado em “Procurando Dory” – cujo encontro só se faz possível a partir de perseverança em continuar a nadar.

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