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domingo, 17 de julho de 2016

A Era do Gelo - O Big Bang


Continuidade da franquia, cujo destino aparenta ter sido acometido pela teoria do “Big Crunch”
Uma franquia de animação, cujo primeiro longa, faz jus a todo o reconhecimento pelo sucesso conquistado junto ao público de todas as faixas etárias, “A Era do Gelo” vem, a cada novo lançamento, se equiparando aos seriados de TV desenvolvidos com base nos clássicos originais. Tamanha a confiança no lançamento de “Ice Age: Collision Course”, quatorze anos depois de “Ice Age”, a versão brasileira usa e abusa da auto interpretação do título da animação – uma abusiva liberdade poética que remete ao estrondoso “Boom!” de um meteoro colidindo com a Terra, gerando o subtítulo “O Big Bang”, ignorando o fato desse termo se referir, cientificamente, à grande expansão do universo e não a uma possível destruição em massa da vida sobre a Terra. Mas deixando à parte o preciosismo da análise da versão do título original para o Português, “A Era do Gelo”, já em seu quinto filme, assume o papel das franquias que já deveriam ter sido contempladas com sua produção final.
Na atual história, o trio formado pelo mamute Manny, pelo tigre-dente-de-sabre Diego e pela preguiça Sid se depara com a possível iminente destruição da Terra por um meteoro gigante, levando todos ao refúgio selva adentro, guiados pela doninha Buck – que garante ter a solução para que o planeta não seja dizimado. Em meio a mais uma ameaça ao planeta e às espécies que nele habitam, nem mesmo o cativante esquilo de sabre Scrat diverte como anteriormente, sequer convence como provável causador das catástrofes temáticas dos filmes.
A tão vigorosa impaciência do espectador reflete a sua expectativa para com o fim da película, se deixando perceber, pela imediata ameaça de evasão da sala de projeção diante do primeiro indício de término do filme.  A direção de Mike Thurmeier e Galen T. Chu é apática e sonífera, por alongar desnecessariamente aquilo que poderia ser traduzido em um curta, a ponto de levar o espectador ao desânimo frente a uma possibilidade do lançamento de um sexto filme, insistindo na continuidade da franquia, cujo destino aparenta ter sido acometido pela teoria do “Big Crunch” –  ou “Grande Colapso”, para que o termo não seja tomado como simples liberdade poética – segundo a qual o universo começará a se contrair até entrar em colapso sobre ele mesmo.

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