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sábado, 30 de julho de 2016

Mãe Só Há Uma


Interrompe a ideia de que o amor de mãe é incondicional

Inspirada pelo caso real do bebê Pedrinho, raptado ainda em uma maternidade de Brasília em 1986, Anna Muylaert conta a história de Pierre – um jovem que se vê obrigado a lidar com a prisão da mulher que, até os seus dezessete anos de idade, julgava ser sua mãe biológica, como também de sua irmã – outra criança subtraída de terceiros.

A direção de Muylaert, à frente de seu tempo, concentra toda uma exposição de sexualidade, de identidade de gênero e de experimentação de vida em um jovem comum que se depara com a revelação de sua verdadeira família, com a qual passa a conviver. O fantástico roteiro, também assinado por Muylaert, comove, apesar de seu pragmatismo, facilitando a dramaturgia de Naomi Nero, com o seu orgânico Pierre; de Dani Nefussi, com suas esplêndidas Aracy – a sequestradora, e Glória – a mãe biológica; de Matheus Nachtergaele, com o seu instável Matheus – o pai; e de Daniel Botelho com o seu excelente Joca – o irmão biológico .

“Mãe Só Há Uma” é inquietante e interrompe a ideia de que o amor de mãe é incondicional, ao desconstruir o apego inicial do nascimento e construir uma nova história de vida no desapego.

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