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quinta-feira, 28 de julho de 2016

“Play” - Katakló Athletic Dance Theatre


Quando imaginamos estarmos vivendo ao lado de Deuses e Deusas por mais de noventa e cinco minutos e acreditamos estar no Olimpo, é porque foi acionado o botão “Play” que nos exercita a sonhar

Às vésperas da abertura dos Jogos Olímpicos 2016, na cidade do Rio de Janeiro, a Dell’arte Soluções Culturais leva aos palcos carioca e paulista o espetáculo “Play” interpretado pela companhia Katakló Athletic Dance Theatre.

O grupo, composto por ginastas/bailarinos, se apresenta “dançando e retorcendo seus corpos” – conforme origem do nome “Katakló” do grego antigo – sob a direção da campeã de ginástica rítmica Giulia Staccioli (Los Angeles 1984 e Seul 1988), também idealizadora do espetáculo, que conta com o envolvimento dos bailarinos no processo da criação coreográfica – uma obra em progresso e geradora de ideias inovadoras.

Presente na apresentação no dia 27 de julho de 2016 no Teatro Sérgio Cardoso na cidade de São Paulo, o Circuito Geral constata a presença de quatro Deusas e três Deuses, como se diretamente do Olimpo, materializados nos corpos esculturais de Maria Agatiello, Claudia Cavalli, Eleonora Guerrieri, Sertena Rampon, Giulio Creceita, Stefano Ruffato e Marco Zanetti. Através de movimentos preciosos, ao mesmo tempo, sinuosamente orgânicos e sensuais, “Play” estimula os sentidos da visão e da audição dos espectadores, como uma obra de arte em movimento constante que não se contenta em explorar a boca de cena através de um desenho de luz que transpassa aquele limite, projetando luz e sombras nas paredes laterais da sala de espetáculos, explode em intensidade lumínica nos corpos dos dançarinos, transformando-os, hora em silhuetas reluzentes, hora em massas unicolores em meio a sombras.

A associação do balé com desempenhos atléticos, acrobacias, mímicas, sons, figurino e toques de humor torna elementos cenográficos em componentes lúdicos para a definição de cenas ilusórias sob o domínio de uma linguagem universal.
O figurino é responsável pela atemporalidade do espetáculo e define uma viagem através do tempo com base em uma diversidade de desempenhos atléticos. A trilha sonora, assinada pelo famoso compositor Ajad, interage com os bailarinos como fluido através do qual o elenco desenvolve seu potencial de força, equilíbrio e cadência e de superação.

“Play” é dividido em dois tempos, contemplando dezenove números alusivos aos esportes, tais como tênis, rugby, natação, ciclismo, volley, boxe, corrida, futebol, argolas, dentre outros conectados ao atletismo.

Em espetáculos como esse, não se deve deixar de enaltecer todo um trabalho oculto aos espectadores, mas imprescindível para o sucesso de um trabalho em equipe - o desempenho dos operadores de som, de luz e de suporte ao palco.

Quando imaginamos estarmos vivendo ao lado de Deuses e Deusas por mais de noventa e cinco minutos e acreditamos estar no Olimpo, é porque foi acionado o botão “Play” que nos exercita a sonhar.

Circuito Geral

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