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terça-feira, 2 de agosto de 2016

A Lenda de Tarzan


Mera releitura de um clássico que merece o status de, apenas, mais uma adaptação sobre a vida de Lorde Greystoke

Mais uma vez, a lendária história de Tarzan, originalmente concebida pelo escritor norte-americano, Edgar Rice Burroughs, em 1912, é reeleita para uma nova adaptação para as telas do cinema.

Diferente daquilo que o título sugere, “A Lenda de Tarzan” se empenha mais na apresentação de um novo episódio da saga do Homem Macaco, do que recontar, através de recursos inéditos, a sua origem, e de que forma conquistou a sua supremacia em meio aos animais da selva. O produto, digno de uma sessão televisiva vespertina, brota de um roteiro desinteressante, apesar do trabalhado a quatro mãos por Adam Cozad e Craig Brewer. Em meio a peças de um quebra cabeça formado por flashes, sem qualquer compromisso com a definição final de um quadro acabado, que sugerem o início da saga de Tarzan, é desenvolvida uma história ambientada na Londres do final do século XIX. Nesse contexto, Tarzan, já tramitado o seu processo de civilização, se apresenta como Jon Clayton III – interpretado por Alexander Skarsgard – toma conhecimento das intervenções do imperialismo europeu no Congo – lugar onde foi criado, a partir do qual ficou conhecido como Tarzan – sugerindo a instauração de um possível processo de escravidão envolvendo os habitantes daquela região.

A direção de David Yates soa dramática ao apresentar o sofrimento em forma de selvageria libertadora. Apesar do investimento em tecnologia de ponta para a produção, o que confere à película a capacidade de promover bons minutos de lazer – a partir de uma diversidade de cenas de ação estilizadas, com direito a deslocamentos pela selva por meio de cipós, ao brado emblemático do herói e à atmosfera romântica promovida pelo icônico relacionamento entre Tarzan e Jane – a fidelidade da fauna, criada a partir de efeitos especiais e computação gráfica, fica a desejar – fato agravante em se tratando da temática da história.

No frigir dos ovos, é possível constatar que os fãs do Homem Macaco podem passar muito bem sem a “A Lenda de Tarzan” de Yates – mera releitura de um clássico que merece o status de, apenas, mais uma adaptação sobre a vida de Lorde Greystoke.


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