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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Águas Rasas


Intenso e agonizante

A minuciosa direção de Jaume Collet-Serra, a selvagem direção de fotografia de Flavio Martínez Labiano, a crescente tensão do roteiro de Anthony Jaswisnski e uma protagonista sob a égide do determinismo – interpretada por Blake Lively – fazem do filme “Águas Rasas” uma interessante experiência, ao contar a história da estudante de medicina Nancy que, após a morte de sua mãe, decide realinhar a vida em uma praia mexicana conhecida por poucos, mas que fora muito frequentada pela falecida.

Durante um momento de reflexão e de contemplação da formação das ondas do mar, Nancy é atacada por um tubarão, que a deixa encurralada em um recife de corais que, por sua vez, em poucas horas, seria tomado pela maré alta.

O ritmo do longa é intenso e agonizante, contrastando com a placidez das belas imagens – muito provavelmente, com o propósito de demostrar que aquilo que o coração sente, nem sempre, é o mesmo que os olhos enxergam.

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