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domingo, 14 de agosto de 2016

Perfeita é a Mãe


Possivelmente, um remédio a ser ministrado para aqueles que sofrem do transtorno patológico diagnosticado como perfeccionismo

“Bela, recatada e do lar” – conceitos que não se aplicam ao longa “Perfeita é a Mãe”, dirigido a quatro mãos, por Jon Lucas e Scott Moore. Seu argumento exalta as imperfeições femininas a partir da protagonista Amy Mitchell que, ao constatar ser traída pelo do marido, chuta o balde e abre mão das aparências como exemplo de mulher perfeita para a sociedade. Sua construção sem estereótipo, por Mila Kunis, surpreende ao ser responsável pelo enquadramento do filme como comédia sobre os costumes americanos, longe de qualquer aprofundamento visando à análise comportamental ou ao julgamento moral.  O roteiro, de autoria de Lucas e Moore, é certeiro ao expurgar qualquer ranço de seriedade, juntamente com os conceitos sobre mulher, mãe exemplar e de família. A voluntária imaturidade, a admissibilidade dos clichês, juntamente com obviedade presente nas atitudes dos personagens fazem de “Perfeita é a Mãe”, um filme empoderado pela sua imperfeição – possivelmente, um remédio a ser ministrado para aqueles que sofrem do transtorno patológico diagnosticado como perfeccionismo.


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