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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A Comunidade


O ranço do pessimismo faz da esperança comuna o primeiro alvo a ser abatido

Thomas Vinterberg, diretor cinematográfico indicado ao Oscar em 2012, presenteia os cinéfilos com mais um projeto – “A Comunidade”.

Passado nos 1970, o longa conta a história de uma família composta por Erik – o pai, interpretado por Ulrich Thomsen; Anna – a mãe, incorporada por Trine Dyrholm; e Freja – a filha do casal, por Martha Sofie Wallstrom Hansen.

Após ter herdado uma mansão de um falecido parente de Erik e sem ter como mantê-la financeiramente, os membros da família acolhem a sugestão de Anna em transformá-la em uma comunidade composta por amigos próximos. A partir dessa experiência, o filme percorre uma diversidade de histórias que, inevitavelmente, atingem o casal protagonista. O roteiro, de autoria de Tobias Lindholm, é estruturado de forma dinâmica, embalado por uma surpreendente e emocionante trilha sonora que inclui, dentre tantos ícones da música internacional, Elton John.

Em “A Comunidade”, a construção dos personagens tem como alicerce a intimidade que não se limita apenas à amizade, mas é extensiva a uma estrutura familiar pseudo democrata – que limita o senso de coletividade até fazê-la ruir em prol da perpetuação da amizade e do amor – sendo este, já fora da data de validade. A despeito do aprazível tom novelesco, o ranço do pessimismo faz da esperança comuna o primeiro alvo a ser abatido.

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