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domingo, 25 de setembro de 2016

Tô Ryca


Evita os extremos do humor conflitante com a deficiência do excesso, mas define um caminho ameno para atingir o espectador

Os conceitos de riqueza e de pobreza podem estar, subjetivamente, atrelados ao grau de satisfação decorrente do estado imaginário de cada indivíduo, em busca do quinhão de felicidade ao longo de suas vidas. Tomando como fio condutor tal hipótese, a essência do filme “Tô Ryca” se manifesta a partir do embrionário sonho da prosperidade, fazendo do dinheiro, a chave da independência e da segurança conquistada pela competência e pela sabedoria de saber viver com, mas não somente por ele. A genérica direção de Pedro Antônio traça, a partir da inter-relação dos personagens, um paralelo entre pobreza e riqueza, garantindo bons momentos repletos de comicidade.

“Tô Ryca” conta a história de uma frentista de um posto de abastecimento de combustíveis que não conhece o significado da palavra privilégio e que recebe, inesperadamente, uma generosa herança de um tio. Mas para que ela ponha a mão na fortuna, ela tem que enfrentar a desafiante tarefa de gastar trinta milhões de reais em trinta dias, sem qualquer benefício próprio e sem levar o fato ao conhecimento de terceiros. O econômico roteiro de Fil Braz desfoca o social e valoriza a imersão na banalidade e na negligência para com a riqueza. O elenco, que tem a participação especial de Marília Pêra, também é composto pelas humoristas Samantha Schmütz, Katiuscia Canoro, com o apoio de Fabiana Karla, Marcelo Adnet, Marcelo Melo Jr. e Marcus Majella.

“Tô Ryca” evita os extremos do humor conflitante com a deficiência do excesso, mas define um caminho ameno para atingir o espectador, que encontra motivos para rir, independentemente de seu padrão social ou nível de escolaridade.


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