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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Festa da Salsicha


Massacra o fanatismo dos politicamente corretos


Uma história infantil politicamente correta, repleta de personagens carismáticos – em sua maioria, muito fofos – capazes de provocar a verbalização de interjeições que expressam encantamento por coisas dóceis – bem do tipo “awwwnnn” – nos adultos que, após a sessão, saem com os semblantes de quem acaba de promover um programa educativo para seus pimpolhos serelepes e fagueiros – que, por sua vez, extravasam a sua hiperatividade pelos corredores do cinema.

Pois bem, o filme “Festa da Salsicha” não se enquadra nesse contexto, muito menos na classificação etária dos pequenos, uma vez que sua produção tem um objetivo claramente definido: a exposição nua e crua de um mundo que contraria o conceito de homogenia e de moralidade concebido pelos idealistas, onde o sexo, opção sexual, drogas, preconceitos, racismo e religião, figurativamente, são componentes de um produto cuja acidez corrói os bons costumes, tão apregoados pelos indivíduos que comungam do “bem” e da “boa vontade”.

A destruidora direção de Conrad Vernon e Greg Tiernan invade, paulatinamente, a assimilação da história por parte dos espectadores e massacra o fanatismo dos politicamente corretos. O descarado roteiro assinado por Seth Rogen, Evan Goldberg, Ariel Shaffir e Kyle Hunter traz à luz o que se faz invisível ao olhar dos religiosos, dos humanistas e das pessoas guardiãs das subjetivas verdades absolutas. A versão brasileira conta com a parceria do “Porta dos Fundos”, garantindo, com base nas entrelinhas do humor negro, gargalhadas coerentes e despudoradas, provocadas pelas vozes de Gregório Duvivier, João Vicente de Castro, Antonio Tabet, Guilherme Briggs, Thati Lopes e Fábio Porchat.



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